Chapa dos sonhos do PR tem Frejat, Cristovam, Joe e até Izalci

Atualizado em 25/06/2018

Presidente do partido no DF, Alexandre Bispo conta que é possível acomodar todo mundo e levar a eleição no primeiro turno

 

Alexandre Bispo ao lado de Frejat: aposta na vitória em primeiro turno – Reprodução/Facebook

A chapa dos sonhos do PR passa por uma grande coalizão, que reuniria Frejat no comando, e políticos como Joe Valle (PDT), Cristovam Buarque (PPS) e, quem sabe, Izalci Lucas (PSDB). “Eu diria que este é um sonho com possibilidade real de acontecer”, dispara o presidente em exercício do PR-DF, Alexandre Bispo, pré-candidato a deputado distrital pelo partido.

Para acomodar Valle e Buarque, no entanto, seria necessário convencer Alberto Fraga (DEM), que já tem candidatura já lançada ao Senado, a tentar a reeleição para deputado federal. Paulo Octávio (PP), que também está posto como postulante ao Senado, é outro que pode ter a candidatura inviabilizada pela Justiça. 

Além dessas questões pontuais, é preciso chegar a um acordo de um grande grupo de partidos, como PSDB, PSD e PPS. “A gente tem mantido um esforço grande para fazer a maior coligação possível e tentar garantir uma eleição em primeiro turno. Para isso, precisamos ter uma convergência de projetos. Não adianta ter somente partidos coligados sem um projeto único”, explica ele, ao lembrar que é preciso deixar de lado o ego para poder resgatar a capital.

“A acomodação (dos partidos) passa por uma quebra de vaidade ou sonho grande que a pessoa tenha. É preciso haver o entendimento de que não adianta pensar em um projeto de sonho pessoal, mas de sonho por Brasília”, explica, ao lembrar que Frejat só entra na disputa se for para ser candidato ao Governo do DF. “Frejat brinca que, se não for governador, não vai ser nada.”

O grupo político, ele aponta, tem discutido os nomes mais viáveis para compor a chapa e todos teriam condições de fazer a indicação de vice – posição que mais tem dividido as apostas nos últimos dias. O perfil, ele aponta, já está desenhado: “Precisa ser ficha limpa, ter uma boa relação com o Frejat e não ter processo sub júdice.”

Ele lembra, no entanto, que não adianta ter um nome e desarranjar o grupo inteiro. “Isso vai passar pela reflexão da própria consciência dos players que estão nas vagas de Senado, vice-governador…”

Em torno da candidatura de Frejat, já têm confirmados PR, claro, DEM, PP, MDB e Avante.

Confiança

As conversas estão adiantadas com Joe Valle e com Cristovam Buarque, como aponta Alexandre Bispo. “Seria para a gente um privilegio ter um nome como o dele e o partido (PDT) apoiando o grupo. Joe tem espaço para figurar no que ele quiser dentro do nosso grupo, menos governador. Com Cristovam, a chapa seria bem enriquecida. Mas a gente tem que evoluir muito porque já temos dois senadores posicionados: Paulo Octávio e Fraga. Precisamos ver o que vai acontecer até judicialmente. Esses espaços precisam ser pensados e há possibilidade de construção nisso.”

O PR está bem confiante. Com Frejat na dianteira, o partido acredita até que pode formar uma bancada de quatro deputados distritais – hoje, tem três (Sandra Faraj, Agaciel Maia e Bispo Renato Andrade). E Bispo é um dos que querem chegar lá. Para isso, ele aposta na possibilidade de o eleitor optar por renovação na Câmara Legislativa. “Temos uma nominata forte”, destaca o economista e produtor rural de 42 anos, brasiliense, casado desde os 20 e pai de duas filhas, de 21 e 11 anos. No comando do PR, ele assumiu o lugar do pai, Salvador Bispo, que está de licença médica. 

Tem fé também que será possível, com a aliança “dos sonhos”, derrotar o governador Rodrigo Rollemberg – e quem mais se colocar na disputa – já no primeiro turno. “A população está cansada e viu que a inexperiência custa caro para a nossa cidade. Estamos há oito anos com governos inexperientes. Brasilia está chegando a um nível de maturidade, pelo sofrimento, que já entende ser preciso escolher alguém que tenha experiência”, explica, ao reiterar que Frejat reúne as qualidades que os brasilienses esperam de um governador.

Bispo aposta que é possível levar de primeira, se o grupo conseguir se unir em torno do discurso do resgate da dignidade de Brasília. “Isso somado à incompetência e à truculência com a qual Rollemberg tem tratado Brasília”, critica. Para ele, se não fosse um parlamentar do PR – o líder de governo Agaciel Maia – a gestão do governador do PSB seria ainda mais fracassada. “Se não fosse um cara da experiência do Agaciel, provavelmente esse governo estivesse muito mais à bancarrota”, afirma. Para ele o bom relacionamento do deputado distrital com a atual gestão será importante no momento da transição de governo, já contando que Frejat pode ser eleito.

Millena Lopes



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