Raissa Rossiter: bandeira laranja na Câmara Legislativa

5 de October, 2018 - 20:28 Atualizado em 05/10/2018 20:39

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Candidata a deputada distrital pelo PSB, ex-subsecretária de Políticas para Mulheres quer levar experiência no Executivo para a Casa de Leis

 

Raissa Rossiter: de laranja para lembrar o enfrentamento à violência feminina – Foto: Divulgação

Ela se apresenta quase sempre de laranja, que, conforme ela diz, é a cor global do enfrentamento à violência contra as mulheres. O tom também é o escolhido para o material de campanha. Raissa Rossiter, 58 anos, carioca e criada em Pernambuco, mãe de três filhos e ex-subsecretária de Políticas para Mulheres é candidata a deputada distrital pelo PSB.

A defesa dos direitos das mulheres está entre as principais bandeiras do mandato idealizado. E os três anos de experiência no Executivo, ela acredita, vão ajudá-la também na Câmara Legislativa: “Pude conhecer de perto a máquina pública e pude entender quão necessária e positiva é a colaboração entre Executivo e Legislativo.”

Ela defende, inclusive, mais participação feminina também no processo político-partidário. “Há um machismo muito forte na política. Temos de efetivamente ocupar as cadeiras”, diz ela, ao explicar que esta tem sido a mais desafiadora barreira que ela enfrentou até agora. “Os mecanismos precisam ser aperfeiçoados para serem mais equitativos, para que as mulheres ocupem mais postos nas legendas. Para isso, vamos ter de lutar muito para que os partidos sejam estruturas amigáveis”, defende.

Tida como corajosa pelos mais próximos, ela conta que a trajetória política nasceu lá no PV, ao lado da presidenciável Marina Silva (Rede). Ajudou a colher as assinaturas para fundar a Rede, mas ficou no PSB, para onde a comandante do novo partido migrou, enquanto a sigla não foi formalizada. “Eu me encontrei no PSB”, conta.

Raissa, que é socióloga de formação, diz ter andado por todo o Distrito Federal nos últimos dias. Com agenda concentrada mais na região norte da capital, onde ela mora: Asa Norte, Lago Norte, Itapoã, Varjão, Planaltina, Sobradinho.

Disputa interna

O desafio dela, que chegou a ser anunciada como pré-candidata a deputada federal, é grande, já que, no PSB, há muita disputa para se chegar à Câmara Legislativa: o partido já tem dois deputados distritais – Luzia de Paula e Juarezão – tentando a reeleição e há candidatos fortes que eram do primeiro escalão do Governo do DF e também concorrem – como é o caso de Marlon Costa, homem de confiança do governador Rodrigo Rollemberg; do ex-secretário Igor Tokarski; do ex-corregedor Henrique Ziller; e do ex-subsecretário de Direitos Humanos, Rodrigo Dias.

“Eu vejo a condição de novata como um grande diferencial. Quando abro a boca para me apresentar e dizer que estou disputando pela primeira vez, há uma receptividade imensa”, observa. Internamente, ela diz, o partido trata a questão de forma muito tranquila e amigável. “A gente tem fortalecido muito o posicionamento de que somos um grupo só e que nosso grande projeto é reeleger o governador Rodrigo Rollemberg”, diz.

Causas

Entre os projetos que pretende apresentar na Câmara Legislativa, está a criação de delegacias da mulher em locais onde são registradas mais ocorrências de violência doméstica, a exemplo de Ceilândia, Samambaia e Planaltina. “Uma só delegacia é insuficiente, em função da barreira do deslocamento. Assim, a mulher é desencorajada a fazer a denúncia”, explica.

Trabalhar para ampliar o número de vagas em creches para filhos de mulheres trabalhadoras é uma das promessas de Raissa, que cita ainda o fortalecimento das mães crecheiras, muito comuns nas periferias. Criar facilidades para mulheres empreendedoras, para que possam trabalhar perto de casa, por exemplo, também está entre as causas defendidas pela candidata. “Isso pode impactar na geração de renda e na fixação da mulher na própria comunidade”, explica.

Fortalecer o campo empresarial é outra bandeira da socióloga, que propõe a criação do conselho distrital de fomento ao empreendedorismo, para reunir governo, universidade e sociedade civil, que, conforme ela diz, têm iniciativas que hoje estão desarticuladas. “Precisamos buscar a integração de políticas públicas voltadas para fomentar o empreendedorismo. Não se valoriza, não se reconhece esse tipo de iniciativa”, comenta.

Criar um Na Hora para a área rural também é desejo de Raissa. “É preciso levar o serviço publico de forma integrada à área rural, que não tem assistência”, explica. A ideia dela é começar por Planaltina, a área mais extensa do DF. 

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