Max Maciel: da quebrada para a Câmara Legislativa

6 de outubro, 2018 - 18:18 Atualizado em 06/10/2018 18:23

Filiado ao Psol e candidato  a deputado distrital, ele propõe construir um “gabinete aba reta”

 

Max Maciel é da Ceilândia e reuniu 160 voluntários em torno da campanha dele – Foto: Divulgação

Com a proposta de construir um “gabinete aba reta”, Max Maciel reuniu 160 voluntários em torno de uma candidatura para a Câmara Legislativa. Filiado ao Psol, ele promete uma estrutura que servirá de “instrumento de resistência aos tempos difíceis que se aproximam”. Vem da Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal, o moço alto de 35 anos, boné aba reta e camiseta larga.

Petista desde 2002, Maciel foi para o Psol há dois anos para poder disputar as eleições. Ele, que é pedagogo, prega a participação popular, com a periferia no centro das decisões. “A periferia já é o centro, na verdade”, ele diz. “Mas não enxergam a gente como o centro. Centro de criação, renovação e resiliência”, completa.

O projeto de gabinete, que é coletivo, é construído há quase quatro anos, conforme ele diz. “Quando lançamos nossa pré-campanha, em maio, lançamos um formulário para que as pessoas se voluntariassem”, explica, ao contabilizar pelo menos 160 pessoas que ajudam na campanha. “Os voluntários são a força para seguirmos nessa construção, de entendermos que esse projeto não é individual e, sim, coletivo”, afirma Maciel, que, com a rede de voluntários, organizou toda a mobilização e a comunicação da campanha “colaborativa”.

Se eleito, Maciel promete dar voz e vez aos que contribuem com o projeto, por meio do que chamam de “assembleia popular do mandato”, que seria a instância deliberativa do gabinete. “Se a gente for eleito, a ideia é que a gente crie um projeto plurianual do mandato, que será aberto ao público”, explica, detalhando que o texto vai detalhar todas as ações do mandato.

Debate das cidades

Maciel é o idealizador do projeto Debatendo as Cidades, que discute propostas para as regiões administrativas com lideranças de movimentos sociais, culturais e os moradores de cada área. A metodologia utiliza a “cartografia afetiva” para que as pessoas apresentem dados, desenhem o que têm, o que precisam e debatam as próprias cidades.

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