Rollemberg irrita – ainda mais – a Polícia Civil

18 de October, 2018 - 17:15 Atualizado em 18/10/2018 17:15

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Em sabatina na Fecomércio, governador chama de “operações de sabotagem” investigações de supostas irregularidades no governo

 

Rollemberg em cena emblemática desta campanha: mergulho no Lago Paranoá – Foto: Reprodução/Facebook

Parte da alta rejeição sofrida pelo governador Rodrigo Rollemberg tem raiz no relacionamento ruim com os servidores públicos. Principalmente a Polícia Civil do DF. Nesta semana, o chefe do Executivo, que é candidato à reeleição, conseguiu deixar a categoria ainda mais irritada com ele. Em sabatina na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomercio), ele classificou como “operações de sabotagem” investigações para investigar supostas irregularidades na atual gestão.

Tanto o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) quanto o Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF) se manifestaram contra o governador. O assunto era a concessão da paridade salarial dos policiais civis com os federais, reivindicação da categoria há quatro anos. 

Citando as operações Praia de Goa (que investiga irregularidades na Secretaria de Cultura), 12:26 (que mira a Casa Civil), Trickster (que apura desvios no DFTrans), Monopólio e Ápate (que investiga as Administrações Regionais), o Sindpol diz que tratam-se de “operações de uma polícia de Estado, não de governo” e que “busca preservar o patrimônio público, investigando crimes contra a administração pública”.

Em nota pública, o Sindepo repudia o que chama de ataques gratuitos e diz que o atual governador mostra “desprezo à instituição de Estado Polícia Civil do Distrito Federal e seus servidores, bem como desconhecimento do funcionamento do sistema de justiça criminal”. Independentemente da falta de palavra de Rodrigo Rollemberg com os servidores da PCDF, continua o sindicato, e, apesar da mais absoluta penúria a que seu lastimável governo submeteu nossa instituição, o que revela o “total descompromisso com o combate à criminalidade e à corrupção, a Polícia Civil do DF vem cumprindo o seu papel constitucional dentro dos ditames legais”.

O texto, assinado pela diretoria do Sindepo, diz ainda que os delegados de polícia reafirmam compromisso com o combate à criminalidade “e, em especial, à corrupção”.

Como foi

Rollemberg foi sozinho à sabatina promovida pela Fecomércio nesta quarta-feira (17). E criticou a falta do adversário, Ibaneis Rocha (MDB), que foi citado também por ter prometido aumento salarial para categorias como a Polícia Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros. O governador disse que o advogado não terá condições de pagar o que promete e que, caso o aumento seja concedido, o DF pode sofrer com um clima de instabilidade política sobre outras categorias que também podem cobrar aumento. “Esses aumentos e o pagamento da terceira parcela do reajuste trariam um impacto de R$ 4 bilhões. A cidade vai ser um caos porque é impossível cumprir isso. As polícias vão fazer operações de retaliação e os servidores, como os professores, vão fazer greve, porque ele não conseguirá fazer o que prometeu”, alertou.

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