Rejeição de Rollemberg tem raiz na má articulação com Legislativo e servidores

24 de outubro, 2018 - 18:06 Atualizado em 24/10/2018 21:09

Mesmo levantando a bandeira da casa arrumada, o governador não consegue reverter má avaliação

 

Rollemberg reconhece que teve alguns erros, mas promete consertá-los em um possível novo mandato – Foto: Reprodução/Facebook

Mais um levantamento do Ibope confirma o favoritismo de Ibaneis Rocha (MDB) para ganhar a eleição no próximo domingo (28). Esta é a terceira pesquisa seguida que mostra o advogado com 75% das intenções de voto, contra 25% do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Mesmo levantando a bandeira da casa arrumada, o governador não conseguiu, com a campanha, reverter a alta rejeição.

O principal problema da atual gestão tem raiz no início do governo, quando ele pregou que teria uma relação republicana com a Câmara Legislativa, mas logo em seguida dividiu os cargos do governo, privilegiando alguns partidos em detrimento de outros. Todas as matérias que o Executivo levou à Casa exigiram enorme esforço de articulação e negociação com os deputados.

A própria equipe do governador reconhece que a presença de integrantes do PT na gestão pode ter piorado a relação com deputados distritais e até com a própria sociedade.

Rollemberg também lançou mão de medidas impopulares, tais como aumentos de impostos e taxas e suspensão dos pagamentos dos reajustes das categorias, para pagar fornecedores e servidores. Ele mesmo já reconheceu, em algumas oportunidades, que o governo teve erros e promete consertá-los em um possível novo mandato.

Mesmo tendo sempre deixado claro que o caixa do governo tinha problemas para pagar fornecedores e que todos os meses a equipe de governança suava para fechar as contas e, principalmente, pagar os servidores em dia. Mesmo levantando a bandeira de governo honesto e bem intencionado. Mesmo insistindo que arrumou a casa e, com um novo mandato, poderia fazer mais. Nada tem melhorado a imagem do governador com o eleitorado, que anseia por mudança.

A figura de Ibaneis Rocha, embora seja uma novidade, não representa a nova política. Candidato do MDB, ele tem nos bastidores o apoio do ex-vice-governador Tadeu Filippelli, que comanda o partido no DF e é grande entusiasta da candidatura do advogado.

Agora, que tem larga vantagem em relação ao adversário, Ibaneis tem se recolhido: tem ido a poucos eventos da agenda e faltou a todos os debates marcados para esta semana, a última antes da votação de domingo (28): não foi ao enfrentamento da CBN, na segunda-feira (22); do SBT, na terça (23); e também não vai ao do Correio Braziliense nesta quarta (24). A presença dele também não está confirmada para o último, na TV Globo nesta quinta (25). Vai depender da “temperatura”, diz a assessoria de Ibaneis.

A campanha nega que ele esteja fugindo dos enfrentamentos. E diz que o candidato propôs que Rollemberg assinasse um termo se comprometendo a debater propostas e não casos de pedofilia, atos de clientes dele e “outras baixezas”.  Da parte do governador, aliados lembram que, em debates ocorridos na semana passada, ele também atacou Rollemberg, chamando ele de “pessoa nojenta, difícil” e “playboy do asfalto”.

Ouça comentário na Rádio CBN sobre o assunto 

One Comment

  • J.Neto disse:

    A iluminação pública da W/3 Norte e Sul desde 2015 até hoje encontra-se nas trevas, todos os hospitais públicos estão sucateados e abandonados, o cidadão do DF não consegue uma consulta, uma cirurgia, um medicamento na farmácia de alto custo, impossível conseguir uma UTI, as mulheres grávidas estão desprotegidas, não conseguem um atendimento para ter uma parto digno, são humilhadas e muitas vezes não são examinadas em razão da superlotação nas unidades de saúde, o transporte público é caro e ineficiente, em muitas localidades do DF não existem paradas de ônibus, os pontos turísticos, de lazer e entretenimentos estão fechados e abandonados, a Rodoviária está abandonada, suja, sem iluminação, sem segurança, as escadas rolantes não funcionam. As escolas pedem socorro, as instalações funcionam precariamente. A droga avança com muita velocidade por todo DF, a sensação de insegurança é permanente, é salve-se quem puder. A Torre Digital está fechada, a Torre de TV idem, o Teatro Nacional está podre, a sua reforma foi orçada em duzentos e setenta milhões, acreditem se quiserem, mas é verdade (Claro que está superfaturado). O viaduto da Galeria dos Estados parece que vai aguardar a sua reconstrução para o próximo governo. E o servidor será que está feliz com esse governo? Então, com certeza esse governo é um pesadelo para o morador do DF, O povo está abandonado e totalmente desprezado. Para concluir, esse governo tripudiou do servidor do GDF todo dia, não honrou compromissos, desobedeceu e descumpriu a lei, não concedendo a terceira parcela do reajuste a partir de setembro de 2015, a secretária Leany Lemos se inspirou na fracassada Zélia Cardoso de Melo, quis copiar a Zélia e implodiu o governo do padrinho dela, ela é arrogante e soberba, deu de ombros para o servidor, mesmo tendo recursos para pagar o insignificante aumente. Esqueci de falar das creches para as criancinhas, vou deixar pra outra hora, isso dá um livro.

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