Governo Ibaneis: igual a coração de mãe

10 de janeiro, 2019 - 13:13 Atualizado em 10/01/2019 13:13

Depois de acomodar Wellington Luiz, Raimundo Ribeiro e Bispo Renato, governador oferece abrigo a Cristiano Araújo no Metrô

 

Ibaneis Rocha é conhecido por não abandonar os aliados – Foto: Divulgação

Quem conhece o governador Ibaneis Rocha sabe que ele não abandona aliados. E quem acompanha os primeiros movimentos do governo tem essa certeza. Pelo menos quatro deputados distritais derrotados nas urnas – Wellington Luiz, Raimundo Ribeiro, Bispo Renato e Cristiano Araújo – já foram acomodados nesta gestão. Ele também “amparou” Telma Rufino, em uma manobra com o estreante Delegado Fernando Fernandes.

Wellington Luiz agora preside a Codhab – e chegou até a ser anunciado para o Metrô e depois para a Agefis; Raimundo Ribeiro, que também é do MDB, foi para a Adasa. Bispo Renato, do PR, está na articulação com o legislativo.E, mais recentemente, ele nomeou Cristiano Araujo, que é do PSD do Rogério Rosso, para uma diretoria no Metrô.

A família de Cristiano, desde quando Rosso ainda estava na disputa ao Governo do DF, já havia declarado apoio a Ibaneis – a irmã de Cristiano, Julieta, chegou a postar fotos com Ibaneis, na época da campanha, ao lado da mãe.

Ibaneis também foi generoso com a família de Cristiano – Ana Lucia Pereira de Melo, que é mulher de um tio dele, foi nomeada novamente administradora do Riacho Fundo I. Ela já esteve envolvida em um episódio de suposto nepotismo por assumir função de assessora do próprio Cristiano, exatamente por ser mulher do tio. Os dois chegaram a ser condenados em primeira instância, mas absolvidos em instâncias superiores.

No Palácio do Buriti, confirma-se a informação de que “o governador não deixa aliados para trás”. E que estes deputados distritais derrotados nas urnas foram importantes durante a campanha.

Caso Telma Rufino

O Executivo também precisou atuar para que Telma Rufino voltasse à Câmara Legislativa. Depois da decisão da justiça eleitoral que deu o mandato para Jaqueline Silva, do PTB, ela saiu de cena. Mas por pouquíssimo tempo. O delegado Fernando Fernandes abriu mão do mandato em troca de ser administrador da Ceilandia, onde ele é bastante conhecido, e Telma, na condição de suplente, sentou-se na cadeira.

“Ficar na administração é temporário. Estou aqui até que o governador consiga um novo nome ou promova a escolha popular”, diz Fernandes, em referência à promessa de Ibaneis de estabelecer eleição para as administrações. Ele garante que vai retornar para a Câmara Legislativa “o quanto antes”.  Nos bastidores, no entanto, aposta-se que ele deve permanecer por um bom tempo no comando da maior região do Distrito Federal, onde é bastante conhecido.

No Buriti, rechaçam a palavra “manobra” no caso Telma Rufino, já que esta teria sido uma decisão do próprio delegado, que preferiu uma experiência no executivo e tem carta branca para montar a administração como quer e tem oportunidade de fazer uma boa gestão por lá (ele foi convencido disso).

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