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Governo consegue aprovar projeto que amplia modelo do Instituto Hospital de Base na Câmara Legislativa

 

Leandro Grass, Arlete Sampaio, Chico Vigilante, Fábio Felix e Reginaldo Veras disseram “não”- Foto: Ísis Dantas

Em uma sessão polêmica, cheia de discursos, gritos e desaforos trocados, os deputados distritais aprovaram o projeto do governo de ampliar o modelo do Instituto Hospital de Base para as Unidades de Pronto Atendimento e o Hospital Regional de Santa Maria. Foram 14 votos com o governo, duas ausências (Rodrigo Delmasso e Agaciel Maia eram esperados para engrossar o coro do “sim”) e oito contrários – contando com João Cardoso, que é do Avante, partido do vice-governador Paco Britto.

Os governistas tiveram de enfrentar uma oposição firme, com discursos técnicos e cheios de informações. Foram cerca de cinco horas de discussão só para o primeiro turno. Quando o texto foi aprovado em segundo turno, já passava das 22h30. E a promessa, no fim da votação, de que não para por aí. “Iremos a todos os fóruns possíveis e imagináveis para derrotar este projeto”, bradou o deputado distrital Chico Vigilante (PT).

Nas contas do governo, eram pelo menos 15 os favoráveis ao texto encaminhado pelo Palácio do Buriti – foram 14. Claudio Abrantes (PDT) encabeçou o coro do “sim”, seguido por Daniel Donizet (PRP), Eduardo Pedrosa (PTC), Hermeto (PHS), Iolando Almeida (PSC), Jaqueline Silva (PTB), José Gomes (PSB), Martins Machado (PRB), Rafael Prudente (MDB), Reginaldo Sardinha (Avante), Robério Negreiros (PSD), Roosevelt Vilela (PSB), Telma Rufino (PROS) e Valdelino Barcelos (PP).

Os oito contrários são Reginaldo Veras (PDT), Fábio Felix (PSOL), Júlia Lucy (Novo), Leandro Grass (Rede), Jorge Vianna (Podemos) e Arlete Sampaio (PT), além de Chico Vigilante e João Cardoso. “O PSOL não faz parte desse projeto de terceirização da saúde pública do DF”, afirmou Fábio Felix, antes de dizer o sonoro “não”.

Já Reginaldo Veras alfinetou o colega de partido Claudio Abrantes, que está na liderança do governo: “Com a certeza da defesa do trabalhismo, bandeira do PDT, e as bênçãos de Leonel Brizola, voto ‘não’.”

A oposição deu mostras, nesta quinta-feira (24), que vai dar trabalho para o governador Ibaneis Rocha nesta legislatura. Além de usar o tempo de manifestação para esticar as discussões, até o último minuto, os oposicionistas tentaram deixar a votação em segundo turno do texto para depois, mas foi em vão. A maioria dos parlamentares votaram pela suspensão do interstício de um dia para a segunda apreciação do projeto.

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