Leandro Grass critica “remendos” ao projeto do cartão material escolar

12 de February, 2019 - 17:50 Atualizado em 12/02/2019 17:50

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Texto “resumido” exige grande quantidade de emendas. Deputado da Rede fez apelo para que propostas cheguem “mais bem escritas”

 

Leandro Grass aponta que projetos do Executivo têm chegado sem detalhamento à Câmara Legislativa – Foto: Ísis Dantas

Não é o primeiro deputado distrital que critica a redação dos projetos que o Executivo envia à Câmara Legislativa. Ao mencionar, o projeto de lei nº 119/2019, que cria o programa do cartão material escolar para alunos da rede pública de baixa renda, Leandro Grass (Rede) fez um apelo à equipe do governo Ibaneis, para que tenha mais cuidado ao encaminhar os textos à Casa, para que não seja necessário fazer tantos “remendos”.

O texto, bastante resumido, exige que os parlamentares tenham que fazer um grande número de emendas, criticou Grass. “O Executivo manda o projeto sem detalhamento.” E, pedindo desculpas a quem elabora, fez um apelo para que as propostas cheguem “de forma mais bem escrita”.

O texto, que passou pelas comissões de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), Constituição e Justiça (CCJ) e de Educação, Saúde e Cultura (CESC), é apreciado em Plenário na tarde desta terça-feira (12).

De acordo com a proposta, o cartão material escolar será oferecido, preferencialmente, a alunos da rede pública, beneficiários do Bolsa Família. O auxílio financeiro será operacionalizado pelo BRB e a estimativa de gastos do governo com o programa em 2019 é de R$ 27,4 milhões, incluindo a confecção de 60 mil cartões.

Ainda durante a discussão na CEOF, Júlia Lucy (Novo) apontou que não haveria informações importantes, como impacto financeiro, memória de cálculo e quantidade de beneficiários. “Estamos tratando de dinheiro do povo, temos que tomar cuidado porque cada gasto recai sobre a população”, lembrou na reunião e, posteriormente, no Plenário.Ela foi voto contrário na comissão.

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