Fábio Felix quer reserva de vagas para trans no Jovem Candango

14 de February, 2019 - 10:55 Atualizado em 14/02/2019 14:31

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Deputado do PSOL cita que 90% dessas pessoas recorrem à prostituição para sobreviver

 

Fábio Felix argumenta que os jovens trans são os mais vulneráveis e precisam de políticas públicas de amparo e de acesso ao pleno emprego – Foto: Alexandre A. Bastos/Mandato Fábio Felix

Incorporar a aprendizagem à administração pública é o principal objetivo do programa Jovem Candango, que oferece uma espécie de estágio a estudantes em situação de vulnerabilidade social. Considerando a vocação da iniciativa, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), primeiro gay assumido a ter mandato na Câmara Legislativa, quer fixar uma cota mínima de 5% das vagas para transexuais e travestis.

O projeto, protocolado na Câmara Legislativa nesta quinta-feira (14), também prevê como condição para ter acesso a auto-identificação como pessoa transexual ou travesti. “Os jovens trans são os mais vulneráveis e precisam de políticas públicas de amparo e de acesso ao pleno emprego. Não podemos permitir que a exclusão social e a precarização sejam a realidade mais comum para essa juventude”, destaca o parlamentar, que é  líder da minoria e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

Cidadania

Promover efetivamente a cidadania dessas pessoas vulnerabilizadas pela pobreza e exclusão social é a principal justificativa do texto, que começa a tramitar na Câmara. Na justificativa da proposta, Felix cita dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que estima que 90% das pessoas trans sejam obrigadas a recorrer à prostituição para sobreviver. Mesmo com este dado, ele lembra, essa população não está contemplada no âmbito do programa.

 

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