Fábio Felix: “Quais interesses estavam por trás da execução de Marielle?”

12 de March, 2019 - 10:07 Atualizado em 12/03/2019 10:36

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Deputado distrital do PSOL diz que é exitoso prender os suspeitos, mas segunda parte da investigação é mais importante

 

Fábio Felix: “A gente sabia que essa investigação envolve muitas pessoas de relevância política e econômica no Rio de Janeiro”- Foto: Reprodução/Facebook

Depois que a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu dois suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) disse ao Poder no Quadrado que mais importante que saber quem matou é quem mandou matar: “É exitoso e importante que se tenha avanços nessa investigação com essas duas prisões, apesar da demora. Agora, para nós, não resta dúvida de que o segundo inquérito seja mais importante: quem mandou matar e quais interesses estavam por trás da execução de Marielle?”

O Ministério Público desmembrou a investigação e, com isso, deflagraram uma operação nesta terça-feira (12), que resultou na prisão do policial militar reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. O primeiro, que mora no condomínio onde morava o ex-presidente Jair Bolsonaro, é acusado de ter atirado e o segundo de dirigir o carro usado no crime.

“A gente sabia que essa investigação envolve muitas pessoas de relevância política e econômica no Rio de Janeiro”, diz Felix, que comemora o fato de o Ministério Público ter reconhecido, no relatório, que Marielle foi executada pelas causas que defendia. “Isso é um reconhecimento importante”, reforça.

Além da coincidência de dividir o endereço com o principal suspeito de ter puxado o gatilho da arma que matou Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes, outra casualidade envolveria a família Bolsonaro. Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro usou uma fake news para tentar desqualificar uma jornalista do Estadão, a quem ele identificou como filha de Chico Otávio, jornalista d’O Globo, que publicou, logo após a prisão dos dois suspeitos, um texto que detalha como a polícia chegou aos suspeitos. Pela riqueza de informações, sabe-se que o texto não foi produzido em uma hora, mas é fruto de algum tempo de apuração.

Sobre as coincidências, Felix prefere ter cautela. “A família Bolsonaro tem histórico de homenagear milicianos e eles precisam ser investigados na relação que têm com as milícias. Não dá para fazer uma ligação direta, mas a família precisa esclarecer se há relação com as milícias e por que homenageiam milicianos”, disse.

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