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Sindsasc aponta que servidores contabilizam “pioras” nas condições de trabalho

Clayton Avelar pondera que o governador não pode mais adiar o pagamento da terceira parcela dos reajustes, devida desde 2015 – Foto: Pedro Bezerra/Divulgação

Quando Ibaneis Rocha ainda fazia campanha para o Governo do DF, ele tratou de trazer para perto de si sindicatos representantes de categorias de servidores. Fez promessas a servidores, disse que pagaria o reajuste devido logo no início do governo e assumiu compromisso com as pautas de diversas categorias. Mas, passados 100 dias de gestão, a lua de mel dá sinais de que está no fim. Com o argumento de que não tem recursos, assim como sempre justificou o antecessor Rodrigo Rollemberg, ele já recuou de uma série de compromissos assumidos na época da campanha. O Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc), por exemplo, pós balanço de 100 dias de governo, já se antecipou em dizer que os servidores contabilizam “pioras” nas condições de trabalho.

Entre os maiores problemas que o presidente da entidade, Clayton Avelar, aponta é o número decrescente de servidores na assistência social, em decorrência de aposentadorias, e o adiamento do pagamento da terceira parcela do reajuste concedido aos servidores em 2015. “O governador apresentou mais uma versão sobre o pagamento da terceira parcela do reajuste.  Dessa vez, ele disse que o pagamento só será concluído no fim do mandato, em 2022. Ele não pode continuar a postergar esse pagamento que é tão importante para os servidores”, reforça o líder sindical.

Já são 41 meses de atraso, conforme contabiliza Avelar. Ele pondera que postergar ainda mais o reajuste aos servidores tem efeito negativo sobre a economia do DF, já que o servidor público é “importante fonte” para a economia local. “Arrochar o servidor é uma péssima estratégia para nossa economia e contribui, inclusive, com os altos índices de desemprego”, opina.

Pressão

O SindSaúde-DF, entidade que teve a pauta abraçada pelo governador, marcou uma assembleia para 4 de julho, prazo dado pelo governo para pagar a Gratificação de Atividade Técnico-Administrativa (Gata) à categoria. No encontro, servidores discutirão sobre a incorporação da Gata, que, conforme o SindSaúde, deveria ter ocorrido em 2015.

Marli Rodrigues, que preside o sindicato, disse que está iniciada a “campanha pela libertação da Gata”. “Queremos o cumprimento da lei e vamos fazer essa campanha”, insiste, ao lembrar que trata-se de um “acordo firmado expressamente entre o governador Ibaneis e a nossa categoria”.

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