Ibaneis veta R$ 38 milhões em emendas de deputados da base e da oposição

29 de May, 2019 - 18:53 Atualizado em 29/05/2019 18:53

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Governo alega que motivação foi técnica e dá prazo para parlamentares corrigirem os processos. Promessa é de abrir novo crédito

 

Dezoito deputados distritais tiveram emendas canceladas – Foto: Ísis Dantas

O fato é inédito. É a primeira vez que se tem notícia de um governador que veta R$ 38.360.000,00 em emendas de parlamentares ao orçamento do Distrito Federal. A prática comum de outros gestores sempre foi sancionar o texto com as emendas e deixar de executá-las, quando é o caso. A justificativa oficial é de que há inconsistências nos textos, mas há quem diga que é possível fazer as correções ao longo do processo. Distritais apostam que Ibaneis Rocha cumpra a promessa de enviar crédito para recuperar as indicações já realizadas.

Na sexta-feira, o governador Ibaneis Rocha publicou, no Diário Oficial do DF, crédito adicional à Lei Orçamentária Anual do DF no valor de R$ 442 milhões. Na mensagem encaminhada à Câmara Legislativa, o chefe do Executivo diz que as inconsistências impediriam a execução das despesas de 18 parlamentares, da base e da oposição, novatos e veteranos.

A expectativa dos parlamentares, conforme souberam, é de que o governo encaminhe um novo crédito para ser votado na Casa, de modo que seja possível corrigir o que foi apontado como distorção, motivo dos vetos.

Clique aqui e veja mensagem do Executivo com listagem dos vetos

Sem prejuízo

O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB), cujas emendas somam quase R$ 7 milhões, disse que recebeu uma ligação do governador e a garantia de que o veto não vai prejudicar em nada, já que a promessa é que as emendas serão mantidas, mediante as alterações sugeridas pelo Executivo.

“Essa é a demonstração que ele quer executar. Se ele vetou do ponto de vista técnico, a gente corrige e ele vai executar. Diferentemente dos outros governos. Se eu adequar ao que está escrito aqui, está feito”, aposta o deputado do PRB.

Reginaldo Sardinha disse desconhecer a motivação do veto, alegou que não teve tempo de conversar com o Executivo para saber porque R$ 400 mil que ele havia destinado a serviços assistenciais de apoio a tratamentos psicológicos não foram adiante.

Ao Fábio Felix (PSOL), que viu serem vetados pouco mais de R$1 milhão em emendas, foi garantido que o crédito para correção das incompatibilidades chegaria na quinta-feira. “São critérios técnicos”, apontou o parlamentar do PSOL.

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