Delegado-administrador vira piada por post de apreensão de três baseados

7 de June, 2019 - 12:31 Atualizado em 07/06/2019 13:05

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Fernando Fernandes posa para foto ao lado de rapazes flagrados com droga e diz que os que criticam são maconheiros

 

Delegado Fernando Fernandes postou em rede social a apreensão: três cigarros de maconha, dois isqueiros e uma tesoura sem ponta – Foto: Reprodução/Facebook

Três cigarros de maconha, dois isqueiros, uma tesoura sem ponta, dois dechavadores de tabaco e papéis de seda para enrolar fumo. Foi o saldo de uma apreensão feita pelo delegado Fernando Fernandes, administrador regional de Ceilândia. Virou piada a foto, postada nas redes sociais, junto com a imagem de duas abordagens e 12 rapazes flagrados, segundo o administrador-delegado, usando maconha em via pública.

Nos comentários, usuários da rede social fazem piada com a pose do delegado, à frente dos jovens deitados no chão e a pequena apreensão de drogas. Até a manhã desta sexta-feira (7), os comentários passavam de 11 mil no post e os compartilhamentos chegavam perto de seis mil.

“Um cigarro de maconha causa um estrago grande na vida de uma família”, justifica Fernandes, que foi o segundo deputado distrital mais bem votado do DF em 2018 e deixou o cargo eletivo para se dedicar aos afazeres de administrador regional de Ceilândia, região onde ele atuou e ficou conhecido pelo combate ao crime. Na administração, ele tem cumprido agenda semelhante à da delegacia, já que sempre recebe denúncias, conforme diz.

“Eu recebo muitos chamados, mas só atuo em situação de flagrante, porque não posso fazer vista grossa. A lei diz que a autoridade policial deve atuar nessas situações”, reforça. Nesta semana, no mesmo dia, ele conta que flagrou, na porta da Biblioteca Pública de Ceilândia, oito jovens utilizando a droga e, em seguida, mais quatro. Todos levados à delegacia. São as fotos publicadas na rede social.

A droga apreendida e cuja foto foi postada estava na posse dos quatro flagrados na segunda abordagem, conforme ele explica. “Esses que fazem piada são maconheiros. Nossa meta não é prender grandes quantidades, mas intimidar o uso nas escolas”, dispara o administrador-delegado-deputado, que diz ter tolerância zero com o consumo nas proximidades ou no interior de estabelecimentos de ensino. “Recebo mensagens até de traficantes elogiando nosso trabalho na porta de escola aonde os filhos deles estão estudando. Mas as críticas são esperadas”, conta.

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