Câmara Legislativa: depois do desgaste, o recuo

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Após três meses sustentando a polêmica aquisição de veículos, Rafael Prudente desiste de compra

 

Rafael Prudente anunciou que dinheiro vai ser encaminhado para comprar remédios para o Instituto Hospital de Base – Foto: Ísis Dantas

Foi no meio da licença médica do deputado distrital Robério Negreiros (PSD) que a Mesa Diretora da Câmara Legislativa anunciou o recuo da compra de carros para a Casa. Ele, que é segundo secretário da Casa e propôs a troca de veículos, sempre defendeu o investimento, já que, segundo ele, os carros existentes não atenderiam às necessidades dos parlamentares. Foi assim no episódio da liberação das diárias e passagens. A Casa soltou a bomba, segurou a polêmica e, depois recuou.

Além da repercussão negativa entre a população, os próprios distritais criticaram a medida – a distrital Júlia Lucy chegou a protocolar uma ação popular no Tribunal de Justiça do DF para barrar a compra. “Estamos em tempos de economizar. Os deputados têm verba indenizatória para garantir o ressarcimento de gastos com deslocamentos. Não vejo sentido em gastar todo esse dinheiro agora para compra de carros para a Mesa Diretora”, disse.

Dinheiro para a Saúde

A previsão era de que a Casa gastasse quase R$ 500 mil com a compra de cinco veículos que serviriam aos deputados da Mesa Diretora. Mas, agora, depois de três meses de polêmica, o presidente Rafael Prudente (MDB) anuncia que os recursos que seriam utilizados para a aquisição dos carros serão integralmente destinados, por meio de emenda da Mesa Diretora, à compra de medicamentos para o Instituto Hospital de Base.

Os veículos que hoje são utilizados pelos deputados da Mesa serão, ainda, leiloados e os valores obtidos serão destinados também à Saúde do DF. Conforme o presidente, a ideia é que os parlamentares utilizem os próprios carros ou utilize a verba indenizatória para custear os deslocamentos necessários para as atividades da Casa.

A intenção da Mesa, com a medida, é clara: livrar-se da polêmica e ficar bem na fita com a população. Mas resolve fazer isso depois de três meses de desgaste, tanto interno quanto externo, e fazendo um segundo recuo, após repercussão negativa. O que causa mal estar na Casa, entre deputados, principalmente os que se levantaram para defender a compra. Até agora, a gestão Rafael Prudente mostra que quer evitar os assuntos espinhosos, que possam levar a Casa a mais desgaste de imagem.



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