Sala de imprensa da Câmara Legislativa volta a homenagear o senador Pompeu de Souza

13 de June, 2019 - 13:00 Atualizado em 13/06/2019 14:46

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Projeto que dava o nome do espaço para o Professor Chico foi rejeitado na CCJ da Casa

 

Antes mesmo de o texto tramitar pela Casa, Rafael Prudente já tinha reinaugurado o espaço: placa improvisada foi posta no local – Foto: Carlos Gandra/CLDF

Rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa nesta semana, um projeto de resolução de autoria do ex-distrital Raimundo Ribeiro sugere mudar o nome dado à sala de imprensa da Câmara Legislativa, em 1992. No lugar do ex-senador Pompeu de Souza, que morreu um ano antes de receber a homenagem, o então deputado sugeria que o local recebesse o nome do Professor Chico, fundador da Associação Brasiliense dos Blogueiros de Política.

Antes mesmo de o texto tramitar pela Casa, o presidente Rafael Prudente (MDB), que pode usar o prazo regimental para recorrer da decisão da Comissão, no mês de abril, já tinha reinaugurado a sala e dado a ela o nome do professor blogueiro, que morreu em 2016. Na época, foi colocada uma placa improvisada, impressa em papel A4 e em preto e branco com a fotografia e o nome do novo homenageado.

Na CCJ, votaram contra a mudança do nome Reginaldo Veras (PDT), Reginaldo Sardinha (Avante) e Martins Machado (PRB); os favoráveis foram Roosevelt Vilela (PSB) e Kelly Bolsonaro (Patriota), que relatou o projeto na Comissão. A contar de quarta-feira (12), o prazo é de cinco dias para que os parlamentares apresentem recurso para questionar a decisão.

Ao apresentar parecer pela inadmissibilidade da matéria, Veras lembrou que a proposta não foi apresentada, nem discutida com os servidores da Casa; e ressaltou que o senador Pompeu de Sousa, primeiro homenageado no espaço, foi considerado um ícone para o jornalismo nacional, sendo um dos criadores da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). O deputado do PDT destacou ainda que a sala havia sido reinaugurada com o nome de Francisco de Paula Lima Júnior, “sem trazer os parlamentares e os servidores para a discussão”.

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