Governo calcula prejuízo de R$ 9 milhões em 76 dias de greve do metrô

18 de July, 2019 - 16:34 Atualizado em 18/07/2019 16:39

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Categoria voltou ao trabalho nesta quinta-feira (18), mas catracas ficaram liberadas em 13 das 24 estações

 

Cerca de 1,7 milhão de passageiros deixaram de ser transportados durante a greve, segundo calcula o Metrô-DF – Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou e os servidores do Metrô-DF voltaram ao trabalho nesta quinta-feira (18), após 77 dias parados. Com a greve, o Governo do DF calcula que tenha deixado de arrecadar R$ 9.120.372,17 (valor calculado até o dia 16 de julho) e cerca de 1.750.000 usuários deixaram de ser transportados.

Em nota, a  Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) informou que, embora os metroviários tenham decidido pelo fim da greve, eles irão permanecer em estado de greve até o julgamento do dissídio coletivo apresentado pelo Sindmetrô no TRT.

Nesta quinta-feira, todas as estações abriram no horário normal, às 5h30, e 24 trens circularam no horário de pico. Das 24 estações, 13 tiveram que liberar acesso aos usuários “porque alguns empregados seguiram a orientação do Sindmetrô e não abriram o caixa das bilheterias”. Conforme o Metrô-DF, os servidores alegaram que, por não haver Acordo Coletivo de Trabalho em vigência em que consta a “quebra de caixa” (diferença paga pela empresa se faltar alguma quantia), não iriam se responsabilizar com eventual diferença nos valores arrecadados.

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A direção do Metrô disse que tomará “medidas cabíveis” e poderá até cobrar dos servidores os prejuízos causados ao erário. Os atrasos também devem ser descontados, já que alguns metroviários optaram por fazer o deslocamento por meio de transporte público, justificando que, por não haver Acordo Coletivo vigente, não tem previsão de pagamento de indenização de transporte. “A inexistência de indenização não justifica atrasos”, diz o comunicado da empresa.

O sindicato alega que a indenização de transporte é o que possibilita aos servidores estarem nos postos de trabalho em horários anteriores e posteriores ao funcionamento dos trens, por exemplo.

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