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Ponte Costa e Silva foi rebatizada na madrugada desta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha – Foto: Reprodução/Facebook

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, marcou um protesto de ativistas do grupo Movimento de Mulheres Olga Benário, que cobriram o nome da Ponte Costa e Silva com Ponte Marielle Franco, em Brasília. A ação, na madrugada desta quinta-feira (25), é a segunda que o grupo faz na capital – em março, o mesmo movimento rebatizou a ponte, que, recentemente, tinha virado Honestino Guimarães, por força de uma lei distrital, que foi questionada na Justiça e voltou a homenagear o ex-presidente militar.

“A luta continua e não pararemos enquanto um torturador der nome a qualquer monumento de Brasília”, diz o comunicado do grupo, no Facebook. “Rebatizamos novamente a Ponte Costa e Silva para Ponte Marielle Franco. Mulher negra, lésbica, periférica e política eleita, foi brutalmente assassinada e, há exatos 498 dias, o Brasil e o mundo inteira ainda não têm respostas sobre quem mandou matá-la”, continua o texto. Enquanto isso, “torturadores são ovacionados”.

Junto à placa que identifica a ponte, as ativistas colaram um cartaz com o Artigo 287 do Código Penal: “Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime. Pena: detenção, de três a seis meses, ou multa.”

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