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Texto de autoria de Fábio Felix determina a inclusão de conteúdos dirigidos ao segmento em campanhas de valorização da vida

 

Fábio Felix cita pesquisa da Universidade de Columbia, segundo a qual a população LGBTI tem cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que os heterossexuais – Foto: Alexandre A. Bastos/Mandato Fábio Felix

Uma enxurrada de leis aprovadas neste ano na Câmara Legislativa têm sido sancionadas nos últimos dias pelo governador Ibaneis Rocha. Entre elas, está uma de autoria do deputado distrital Fábio Felix, que institui campanha de prevenção ao suicídio da população LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas trans e intersex).

Está no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (8) a sanção da Lei No 6.356/2019, que institui campanha de prevenção ao suicídio da população LGBTI. A nova norma determina que palestras, debates, propagandas publicitárias e folhetos informativos incluam conteúdo dirigido às LGBTIs nas ações da Semana Distrital de Valorização da Vida (garantida pela Lei nº 5.611/ 2016).

“São necessárias ações específicas de prevenção ao suicídio LGBTI, assim como é urgente a formulação de políticas públicas direcionadas para as demandas dessa comunidade, que sofre com a exclusão social, com a intolerância e com a falta de oportunidades”, explica o deputado que formulou a lei, para quem a norma dá um salto civilizatório ao atacar “um problema grave de saúde pública, atuando de forma preventiva e sensibilizando a sociedade para um tema que ainda enfrenta muitos tabus e desinformação”.

Fábio Felix menciona um levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), segundo o qual das 445 mortes de LGBTIs no Brasil, no ano de 2017, 58 foram suicídios. Dentre os fatores que impulsionam o suicídio, conforme o estudo, estão a depressão e a intimidação sistemática (bullying). Outra pesquisa realizada pela Universidade de Columbia constatou que a população LGBTI tem cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que os heterossexuais cisgêneros; esse número pode ser potencializado em 20 vezes, caso o ambiente em que se encontra o indivíduo lhe seja hostil.

“O suicídio LGBTI, portanto, deve ser entendido como um tipo endêmico, pois além de apresentar as causas mais comuns relacionadas ao suicídio, apresenta peculiaridades vinculadas ao recorte de gênero e orientação sexual”, destacou o texto do projeto de lei que foi aprovado pelos deputados distritais no mês de junho.

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