E a base, será que é aliada mesmo?

14 de August, 2019 - 13:35 Atualizado em 14/08/2019 13:35

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Apesar de ter maioria na Câmara Legislativa, governo Ibaneis deve ter dificuldade para aprovar projetos de privatização

 

Câmara Legislativa: pelo menos 16 deputados aguardam negociações com o governo – Foto: Poder no Quadrado

Engana-se quem pensa que o governador Ibaneis Rocha está com a Câmara Legislativa na mão. Apesar de ter base aliada com maioria dos 24 parlamentares, tem deputados que ainda esperam promessas serem cumpridas e até têm se desentendido com o primeiro escalão do governo. Os projetos que tratam das privatizações, por exemplo, nem chegaram por lá, mas tem secretário dando a aprovação como certa.

Até as falas do secretariado de Ibaneis têm incomodado a base aliada, já que o primeiro escalão dá como certa a abertura de capital da Caesb e a terceirização da operação do Metrô-DF. Vários se queixam que membros do governo pensam que vão apenas comunicar a Casa e a privatização e ocorrerá.

“Não é bem assim”, repetiu um aliado que, por nada nesse mundo, diria o nome. Para passar na Câmara Legislativa, qualquer projeto que trate de privatização precisa ter, no mínimo, 16 votos, que corresponde a dois terços dos deputados.

As pendências nas promessas feitas aos deputados distritais devem ser cobradas, assim que projetos desta natureza cheguem à Casa. “Tem assessores do governador que tem mais espaços no governo que os deputados”, reclama um deles. Outros dizem que Ibaneis tem preferido governar com quem perdeu a eleição.

CEB: polêmica

A privatização da CEB, que o governo entende que não deve passar pela Câmara Legislativa, ainda deve gerar muitas discussões, até porque a oposição já anunciou que buscará a Justiça, se preciso for. O distrital petista Chico Vigilante já adiantou o entendimento dele sobre o assunto: A CEB Serviços que o governo colocou para ser estudada a privatização é a “empresa mãe” do grupo e não um “braço”, e, que, portanto, não entraria no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou as subsidiárias de autorização legislativa para serem privatizadas.

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