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Deputado apresenta projeto para instituir política de educação digital nas escolas, citando que redes sociais incentivam atentados contra a vida

 

Delmasso conheceu a tecnologia em evento recente da Unale, nos Estados Unidos – Foto: Divulgação

Vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, o deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB) chegou recentemente dos Estados Unidos, onde participou da Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais. E, de lá, trouxe uma ideia que já virou projeto de lei. Protocolado na semana passada, o texto institui a Política de Educação Digital nas Escolas, a Cidadania Digital. Trata-se da implementação de uma tecnologia educacional que garanta a filtragem adequada da internet dentro e fora das escolas. O objetivo é combater o suicídio entre crianças e adolescentes do DF.

Delmasso conheceu a tecnologia quando participava de um evento da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), onde foi representar a Câmara Legislativa do DF. Ele já tinha apresentado a proposta que cria a notificação compulsória dos casos de tentativa de suicídio, atendidos na rede de saúde do Distrito Federal.

Segundo ele, a Política de Educação Digital trará conscientização sobre a utilização segura de tecnologia e cidadania digital, que capacitará os alunos para fazer mídia inteligente e escolhas on-line. Dentro do programa, estão previstas discussões com os pais sobre o uso de tecnologia segura com o filho e bullying na rede.

Conforme o gabinete do parlamentar, em um monitoramento virtual realizado entre abril e maio de 2018, pela agência Nova/sb, foram analisadas mais de um milhão de menções ao tema suicídio no Brasil nas principais redes sociais: 34,2% do conteúdo postado são piadas ou memes e 18,3% das postagens reforçam tabus e até incentivam pessoas a atentarem contra a própria vida.

O deputado também cita a pesquisa TIC Educação 2018, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), que constatou que mais de 40% dos professores de escolas públicas e privadas, questionados pelos alunos sobre temas relacionados à cultura e cidadania digital, disseram não ter conhecimento suficiente para tirar as dúvidas. “A proposta garantirá cursos de formação de professores para o uso adequado da internet em sala de aula”, disse Delmasso

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