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Na a CCJ, deputado disse que Casa deveria exigir pedido de desculpas de Ibaneis, que agiu de forma “autoritária, arrogante e prepotente”

 

Reginaldo Veras disse que o governador se comportou como “um menino na escola”, que “estufou o peito” para intimidar Fábio Felix – Foto: Ísis Dantas

O bate-boca entre o governador Ibaneis Rocha e o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) já tinha sido assunto tratado na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) desta terça-feira (19), antes mesmo de a carta com o pedido de desculpas do chefe do Executivo ser conhecida. Membro do colegiado, Reginaldo Veras (PDT) classificou a atitude do chefe do Executivo como “autoritária, petulante, arrogante e prepotente”.

O assunto era gestão compartilhada das escolas, posto em discussão pelo presidente da Casa, deputado Rafael Prudente (MDB), na reunião de líderes, da qual Ibaneis participou para apresentar o projeto de lei que cria a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência. Veras disse que Ibaneis se comportou como “um menino na escola”, que, “estufou o peito”, na tentativa de intimidar o deputado do PSOL.

“Até agradeci por não estar presente, porque não admitiria esse tipo de coisa. Se fosse comigo, a coisa ficaria mais feia, porque o espírito ceilandense aflora nessa hora e a gente não se submete a intimidação, seja lá de quem for”, disse o deputado-professor antes de dizer que não se pode admitir que o governador vá à Casa desrespeitar os deputados. “O governador tem que entender que não somos funcionários do escritório dele”, disse.

Veras falou ainda que a Câmara deveria exigir um pedido de desculpas oficial do governador. E poucas horas depois, o texto encaminhado pelo Palácio do Buriti chegava à Casa, embora Ibaneis tenha tratado o evento como “pequeno incidente” e escrito que ele “possivelmente” tenha se agido de maneira inadequada.

Veja o vídeo da fala de Reginaldo Veras na reunião da CCJ desta terça-feira (20):

 

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