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Partido se prepara também para formalizar apoio ao governo Ibaneis, mas parece longe de ter consenso

 

Ao centro, Georges Michel, ladeado por Reginaldo Veras e Léo Bijos – mudanças não tão consensuais se avizinham do PDT – Foto: Ísis Dantas

Está marcada para o dia 9 de novembro a convenção regional do PDT, em que o partido deve formalizar apoio ao governo Ibaneis Rocha e eleger nova executiva. Bastidores fervem, já que, na Câmara Legislativa, o partido, que é contemplado no primeiro escalão do Palácio do Buriti, tem um deputado como líder do governo (Claudio Abrantes) e outro independente quase na oposição (Reginaldo Veras).

Uma executiva provisória foi criada para comandar a legenda até lá. Na presidência, permanece Georges Michel. Reginaldo Veras perdeu a vice para Eurides Lessa, que deixa a secretaria-geral para o filho, Léo Bijos, que é secretário da Juventude do DF. Na tesouraria, permanece Miguel Nabut.

Veras é o primeiro a dizer que formalizar apoio ao atual governo é uma “redundância”. “Vou continuar com a minha postura de independência. Atrapalhar a cidade, eu não vou; atacar o ser humano Ibaneis, eu também não vou; agora, de críticas nem minha mãe escapa”, diz ele, que foi surpreendido pela notícia de que há, no partido, uma executiva provisória e de que ele não é mais o número 2 da sigla no DF.

Ele apresenta resistência ao grupo provisório, já que deve ser a chapa a ser apresentada na convenção para o próximo comando definitivo do partido. “Quero entrar na discussão e, se for o caso, entrar na disputa com uma chapa”, dispara o deputado-professor.

Ele diz que já vem dialogando com algumas pessoas e que teria apoio nacional dentro do PDT. “O partido está pronto para receber pessoas de peso e alguns só virão dependendo da composição da diretora”, aponta.

Claudio Abrantes disse que também não participou da reunião que definiu a nova executiva e que ficou sabendo depois de tudo acertado. “Tanta correria, que a gente não tem muito o tempo de se envolver nisso. Mas avalio que as lutas internas sejam normais. É legítimo o interesse do Reginaldo na disputa. E também é o do Michel”, diz ele, que também avisa: “Quero concorrer a deputado federal em 2022 e vou trabalhar internamente para isso, mas no momento certo”, finaliza.

Resgate

Embora Léo Bijos aposte que o PDT precisa ter uma nova cara, já visando as próximas disputas eleitorais, deve também resgatar as bandeiras que sempre nortearam a legenda, como educação e trabalho. Para o momento, ele considera que, em função da experiência e até proximidade com Leonel Brizola, Gorges Michel é o melhor nome. “Na minha visão, não existe presidente melhor, considerando esse momento conturbado no cenário nacional”, explica.

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