Saída de Iolando expõe problema do governo Ibaneis: não tem estrutura!

Atualizado em 14/11/2019
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Promessa é de que só em 2020 as secretarias funcionem com 100% das equipes. Até lá, primeiro escalão precisa ser criativo e ter proatividade

 

Iolando, ao lado de Ibaneis Rocha, todo sorrisos, na assinatura da criação da secretaria, no dia 11 de setembro – Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A saída de Iolando Almeida (PSC) da Secretaria da Pessoa com Deficiência, pouco mais de um mês após assumir o cargo, expõe a situação do primeiro escalão do governo Ibaneis Rocha: não tem estrutura para governar. A expectativa é de que somente no ano que vem as estruturas se completem, mas, até lá, o governador recomenda usar a criatividade.

A vaga de garagem no Palácio do Buriti ele só conseguiu nas duas últimas semanas que esteve como secretário. Era o único nomeado na pasta, que ele considera como uma vitória dos deficientes físicos do DF. Agora, que ele deixou o cargo para retomar o mandato na Câmara Legislativa, Iolando diz que espera conseguir recursos para que a secretaria realmente funcione como promotora de políticas públicas para a pessoa com deficiência na capital federal.

“Com a abertura do calendário oficial das emendas (ao Orçamento 2020), eu voltei para garantir recursos que os deputados distritais prometeram para a secretaria”, justifica, ao usar o argumento oficial para a volta ao Legislativo. Mas é definitivo. Iolando, que no Palácio do Buriti só tinha uma sala e nada mais, se sentiu desprestigiado, por não conseguir fazer nada efetivamente nos poucos mais de 30 dias que ocupou o primeiro escalão.

“Sem estrutura adequada, você não faz nada; não tem valor nenhum. E eu estava perdendo meu mandato”, desabafa. Se ele vai voltar? “Tem que ver se compensa”.

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No Palácio do Buriti, não pegou bem a saída de Iolando, que tem como relatório de atividades 22 reuniões, uma lista de demandas levantadas e, segundo ele, um plano de ação pronto para por em prática. “Na primeira dificuldade, ele pulou fora”, diz um interlocutor. A conversa é de que, até hoje, o considerado todo-poderoso José Humberto trabalha sem estrutura na Secretaria de Governo. “Mas a secretaria dele funciona”, completa o palaciano. Um exemplo. O que faltou a Iolando, conforme comenta-se nos bastidores, foi uma postura mais proativa.

O projeto de se estabelecer a secretaria para atender às demandas das pessoas com deficiência continua, diz o GDF. A estrutura será montada e, logo, deve ser escolhido um novo secretário. Ou secretária.

A reclamação de falta de estrutura, no entanto, é geral. Pastas, como a da Juventude, Mulher, Região Metropolitana, por exemplo, seguem com estruturas provisórias. Mas completa mesmo nenhuma secretaria está. Oficialmente, o governo trabalha com o orçamento deixado pela administração anterior e diz que ele “foi muito mal feito”. Então, por isso, é que precisou ter uma “redução drástica” nas estruturas de pessoal.

Tudo como antes

Com o retorno de Iolando à Câmara Legislativa, Daniel de Castro (PSC), que é o primeiro suplente, volta para a Administração Regional de Vicente Pires. Era o que ele queria. Diferentemente do Pepa (PSC), segundo suplente, que aguardava a vaga de Daniel de Castro para se sentar na cadeira de deputado distrital. Não vai ser desta vez.



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