Servidores X GDF: relação à beira do colapso

Atualizado em 14/11/2019
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Primeiro ano do governo nem chegou ao fim, mas a paciência dos servidores já acabou

 

Rosilene Corrêa diz que o governador já conhece as reivindicações dos professores de escolas públicas  – Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Governador Ibaneis Rocha promete plano de saúde ainda este ano, diz que retomará no início de 2020 as negociações para pagamento de reajustes salariais… mas os servidores públicos têm pressa e pressionam por atendimento imediato a reivindicações. O Sindicato dos Professores (Sinpro), por exemplo, fala em proximidade de um “colapso”. E o Sindicato dos Servidores da Assistência Social (Sindsasc) não descarta agenda de paralisações.

No início do ano, quando os sindicatos ainda estavam em lua de mel com a gestão, os servidores públicos já pressionavam os sindicatos para assumirem postura mais combativa com relação ao governo. Agora, que o primeiro ano está acabando, nem a promessa de ter um plano de saúde aplaca a impaciência das categorias.

A previsão é que o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores (Inas) apresente ainda neste ano uma proposta de plano de saúde, que deve contemplar todas as categorias e dependentes – estimados em 400 mil pessoas – em até quatro anos.

Rosilene Corrêa, da diretoria colegiada do Sinpro, conta que a pauta de reivindicações dos professores de escolas públicas já foi apresentada ao governador. “Iniciamos um debate no primeiro semestre, foi formado um grupo de trabalho, mas logo foi suspenso. Há um compromisso de retomar, mas será praticamente do zero”.

O sindicato deve se reunir em assembleia ainda este ano para organizar um calendário de mobilização, conta Rosilene. “O governo já teve tempo mais que necessário para ver as necessidades da população e dos servidores públicos. Os professores estão indo para o quinto ano com tudo congelado: salário, auxílio alimentação etc. E, assim, o governo caminha para um colapso na relação com os professores”, sentencia.

Ela lembra que Ibaneis Rocha se comprometeu com os servidores na campanha e reafirmou os compromissos depois de eleito. “Quando alguém se coloca para sentar na cadeira do Executivo, já sabe o mínimo sobre o cargo. Um ano é muito tempo para começarmos do zero”, conclui.

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Sem paciência

Depois que o governador disse que somente no mês de março do ano que vem deve chamar os sindicatos para negociar os pagamentos dos reajustes aprovados no governo de Agnelo Queiroz. Mas as entidades não tem tanta disposição para esperar. Clayton Avelar, presidente do Sindsasc, avalia como preocupante o prazo: “O governador fala em retomar as negociações com os sindicatos, mas não houve, até o momento, negociação alguma. O diálogo com os sindicatos nunca foi feito de forma objetiva. Não vamos nem podemos esperar até março. A entidade continua mobilizada porque tem reivindicações urgentes, tanto para os servidores quanto para a população que atendemos.”

Assim, ele não descarta que a categoria, “que está cansada de promessas por parte de Ibaneis”, lance mão de paralisações. “Não queremos mais promessas! O governador precisa cumprir a lei. Se ele quer estabelecer um diálogo produtivo com os sindicatos, nós continuaremos abertos ao diálogo. Ibaneis tem se mostrado intransigente. Ele não apresenta nenhuma proposta para  o cumprimento de nossa lei de carreira”, reclama Clayton.

De acordo com o sindicalista, a entidade vai manter a agenda de mobilização. O Sindsasc têm promovido assembleias sindicais populares, com a próxima marcada para 6 de novembro. Além das assembleias, reuniões abertas já foram realizadas em 15 regiões administrativas do DF para mobilizar servidores da categoria e a população que necessita de atendimento da assistência social desde agosto.



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