Fernando Fernandes: administração em troca de CPI

Atualizado em 14/11/2019
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Delegado-deputado deixa o comando de Ceilândia, o maior colégio eleitoral do Distrito Federal, para retomar o mandato na Câmara Legislativa. Ele quer o comando da comissão que investiga violência contra mulheres, que, até então, tinha Telma Rufino na presidência. Ela, agora, assume a Administração Regional de Arniqueiras, que ela tanto se empenhou para criar

 

Fernando Fernandes já fez a faxina na Administração Regional de Ceilândia para tomar conta do gabinete 8 – Foto: Reprodução/Instagram

A CPI do Feminicídio agita os bastidores na Câmara Legislativa. E a probabilidade de comandar as investigações pode ter sido o motivo que levou o Delegado Fernando Fernandes a deixar o cargo de administrador regional de Ceilândia para voltar ao mandato. Nos bastidores, há rumores de desentendimentos com o Executivo. Agora, Telma Rufino, que se mostra aliadíssima do governador Ibaneis Rocha sai do gabinete 8 e segue para a recém criada Administração de Arniqueiras.

Oficialmente, Fernandes resolveu tomar lugar na Câmara para votar o Orçamento 2020 e fazer contribuições, como ele mesmo diz, mas, nos bastidores, a decisão surpresa do delegado-deputado tem sentido em desentendimentos com o governador. No Palácio do Buriti, dizem que ele queria mandar em muitos lugares, que ter trocado o mandato pelo comando da maior região administrativa do DF não seria suficiente.

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Fernandes diz que está tudo certo entre ele e o governo, que a transição foi tranquila, tanto com o Executivo quanto com a suplente, que assumiu o gabinete 8 no início do mandato, e, agora, devolve o cargo para assumir o comando da região administrativa que ela tanto se empenhou para criar.

Telma estava na presidência da CPI do Feminicídio, que promete por o dedo em muitas feridas, inclusive de pessoas do primeiro escalão do Executivo e este seria o alvo de Fernandes: assumir o lugar da antecessora. Ocorre que, com a saída de Telma, o bloco dela deve fazer a escolha de um novo membro para compor a CPI do Feminicídio. E há um acordo interno para que Rodrigo Delmasso integre a Comissão. Quanto à presidência, é preciso haver nova eleição para definição do novo comando. Presidente em exercício do colegiado, Cláudio Abrantes, agora, deve propor uma nova eleição.

Há, portanto, uma brecha para que Fernando Fernandes entre na CPI, embora deputados do bloco formado pelo PP, Republicanos, Podemos, PSC e PROS garantam que Delmasso é que ocupará o posto.

Peixes grandes

Por que Fernandes estaria tão interessado em compor o colegiado? Porque, nos bastidores, diz-se que as denúncias envolveriam “peixes grandes” do primeiro escalão do Distrito Federal.

E, agora, que ele anda chateado com o governador Ibaneis Rocha, seria uma oportunidade para incomodar o chefe do Executivo e pessoas importantes ligadas a ele.



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