Aumento de passagem: bode na sala à espera do governador

Atualizado em 10/01/2020

Estudo da Secretaria de Mobilidade propõe reajuste de R$ 0,50 nas tarifas de ônibus e metrô, três anos após aumento que chegou a 25%. Decisão é de Ibaneis Rocha, que chega de viagem na semana que vem. Cabe a ele decidir se enfrentará o desgaste como fez Rollemberg em 2017 ou se encontrará meio termo

 

Governo argumenta que subsídio de passagens de ônibus e metrô chegaria a R$ 1 bilhão – Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Três anos depois de um reajuste que chegou a 25% na tarifa do transporte público no DF, um estudo que deve ser apresentado ao governador Ibaneis Rocha, assim que ele chegar das férias, na semana que vem, propondo novo aumento das passagens de ônibus e metrô. O argumento é de que o valor do subsidiado pelo Governo do DF para todo o transporte público chegaria a R$ 1 bilhão e, por isso, faltariam recursos para investimento.

O bode já está na sala. Assim que voltar dos Estados Unidos, Ibaneis decide se acata a sugestão da Secretaria de Mobilidade de onerar em mais R$ 0,50 cada passagem ou se segura mais um pouco um decreto que poderia, imediatamente, onerar o bolso de quem precisa usar o transporte público – cerca de 1,3 milhão de pessoas todos os dias usam metrô e ônibus na capital.

Se optar pelo aumento, Ibaneis enfrentará um desgaste muito grande junto à população. A favor dele tem o argumento de que todos os estados reajustaram o preço das passagens nos últimos três anos. No Palácio do Buriti, já se tem a afirmação de que o DF, na época do reajuste proposto por Rollemberg, tinha a passagem mais cara do Brasil – hoje não tem mais.

Millena Lopes



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