Deputados tiram da pauta texto que sustaria aumento de passagens de ônibus e metrô no DF

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Parlamentares da base pedem mais tempo para que grupo de trabalho apresente resultados; outros argumentam que texto deve ser questionado na justiça

 

Deputados durante a sessão desta quarta-feira: oposicionistas e independentes publicam nota criticando decisão – Foto: Carlos Gandra/CLDF

Estava tudo certo para que fosse votado, na tarde desta quarta-feira (5), o projeto de decreto legislativo que susta o aumento de passagens do transporte público no DF. O texto, assinado por seis deputados distritais independentes e opositores, foi rejeitado pela maioria dos parlamentares. E, com o argumento de que proposta semelhante já havia sido indeferida pela Justiça durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), nem sequer foi colocado na pauta da sessão.

Governistas também argumentam que é preciso esperar a conclusão dos levantamentos realizados pelo grupo de trabalho criado durante o recesso legislativo. Roosevelt Vilela (PSB) e Martins Machado (Republicanos), por exemplo, pediram mais tempo para a análise das planilhas enviadas pelo governo. Agora, o projeto segue sem data definida para apreciação.

Em nota, os deputados que compõem o grupo que propôs o projeto dizem que não cabe à Câmara Legislativa fazer o papel de Judiciário. “Se assim fosse, tantas matérias inconstitucionais e com vício de iniciativa não seriam aprovadas anualmente por esta Casa”, diz o texto assinado por Fábio Felix (PSOL), Arlete Sampaio (PT), Chico Vigilante (PT), Leandro Grass (Rede), Reginaldo Veras (PDT) e Júlia Lucy (Novo).

Para os seis distritais, a decisão de não colocar o assunto em pauta traz um “recado político” para a população do DF: “Temos a passagem mais cara do País e o reajuste mais abusivo dos últimos anos entre todas as unidades da federação, e o Poder Legislativo escolheu não fazer nada para impedir”.

 



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