Ibaneis, na Câmara Legislativa: “Eu vou cuidar do meu povo”

Atualizado em 07/02/2020
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Na primeira sessão do ano, governador usa tom ameno e amigável para fazer balanço de gestão e promessas para o próximo ano. Distritais de oposição fazem chacota de “fantasia”: “Queria morar no DF que o governador descreveu”, disse Leandro Grass, logo após ele dar as costas ao Plenário. Dia foi marcado por Casa cheia e falta do presidente, Rafael Prudente

 

Ibaneis Rocha preferiu falar de pé, e, da tribuna, disse que se apaixonou pela política: “Larguei tudo” – Foto: Ísis Dantas

“Eu vou cuidar do meu povo”. Foi assim, em tom bem populista que o governador Ibaneis Rocha encerrou discurso de quase uma hora na Câmara Legislativa, nesta terça-feira (5). Estava calmo, amigável, enumerou feitos e fez promessas, citando nominalmente quase todos os deputados presentes. A primeira sessão legislativa de 2020 foi de corredores e Plenário cheios – tudo para receber o chefe do Executivo, que descreveu um Distrito Federal lindo de se viver, como criticaram alguns distritais logo após a saída dele.

No discurso, Ibaneis disse que se apaixonou pela política, criticou governos anteriores e pregou a esperança. Citou feitos realizados em 2019 e falou sobre os planos para o futuro, mas não entregou projeto para ser votado e nem disse quais exatamente mandaria à Casa.

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Brando, calmo e bem à vontade, o governador se dirigiu aos parlamentares, nominalmente, inclusive os da oposição. Não leu, falou tudo de cabeça – consultou apenas algumas anotações. Foi bem político e mostrou por que fez fortuna como advogado. Aliás, quando foi escolher se falaria sentado ou de pé, preferiu discursar da maneira como faz as defesas de suas teses nos tribunais.

Ibaneis chegou à Casa com toda pompa e circunstância – escoltado pelos deputados do Republicanos: o federal Júlio Cesar e o distrital Martins Machado. No comando da Casa, estava outro “republicano”: Rodrigo Delmasso, que substituía Rafael Prudente (MDB), licenciado do cargo, “sem remuneração”, como fez questão de ressaltar o presidente em exercício.

O primeiro escalão estava em peso – Fernando Leite (Cidades), André Clemente (Economia), Vanessa Mendonça (Turismo), Ericka Filippelli (Mulher), Coronel Lisandro Paixão (Bombeiros), Valdetário Monteiro (Casa Civil), Léo Bijos (Juventude), Luís Ricardo (Desenvolvimento Social), Wellington Luiz (Codhab), Bispo Renato Andrade (Articulação), José Humberto (Governo), Vítor Paulo (Relações Institucionais) e Mateus Leandro (Desenvolvimento Urbano e Habitação). Se foram convocados para ali estar. “Convidados”, alguns deles se apressaram em responder.

Também marcaram presença no evento o empresário Paulo Octávio; a ex-vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, que, no ato, representava a senadora Leila Barros (PSB-DF); e o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar.

Críticas

Deputados da base aplaudiram o discurso  do governador. Mas, depois que ele saiu, os deputados da oposição rebateram as falas do governador e disseram, principalmente, que ele retratara, na fala, a vida dos “países nórdicos”, conforme reforçou Júlia Lucy (Novo). Leandro Grass (Rede) ironizou: “Queria morar no DF que o governador descreveu. Segundo ele, “moramos numa ilha da fantasia”

Arlete Sampaio (PT) disse que apresentará um relatório dos investimentos na área de saúde por outros governos. “Também tenho críticas ao governo Agnelo Queiroz, mas não é verdadeiro afirmar que nada foi feito nos últimos 10 anos e que agora está tudo às mil maravilhas”, acrescentou, ao lembrar que Ibaneis disse ter encontrado a saúde sucateada e sem investimentos há uma década.

Fábio Félix (PSOL), líder da Minoria, disse que Ibaneis está em outro país, outra cidade ou outra região. “Em mais de 50 minutos, não consegui entender os reais projetos que o governador vai enviar à Casa este ano”, observou.

Painel eletrônico

A primeira sessão marcou também a inauguração do painel eletrônico de votações na Casa. Os telões, instalados no alto do Plenário, mostravam, por exemplo, que 23 dos 24 distritais estavam presentes (falta apenas para Prudentinho) e identificavam os políticos que discursavam.

 



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