Até a oposição ajudou Ibaneis a flexibilizar o SIG

Atualizado em 20/02/2020
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Texto trata de aumento de gabaritos, mas não contempla moradias. Articulação do secretário de Desenvolvimento e Habitação, Mateus Oliveira, conseguiu reunir 20 votos favoráveis. Somente um distrital foi contra – o petista Chico Vigilante. Outros três – Hermeto, Jaqueline Silva e Daniel Donizet – não estavam no Plenário quando o projeto foi votado

 

Vinte votos favoráveis, três ausências e um contrário: Lei do SIG passa com folga na Câmara Legislativa – Foto: Carlos Gandra/CLDF

Como se diz no popular, com uma vitória de “lavada”, o governo Ibaneis conseguiu aprovar o projeto que flexibiliza as atividades do Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Até a oposição votou a favor, apesar das ressalvas. Graças à articulação do secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira, que conseguiu convencer até que o impacto no trânsito não será tão ruim assim.

Chico Vigilante (PT) foi o único voto contra. E fez questão de assinalar que não concordava com a aprovação do projeto do Executivo. Outros três deputados distritais – Daniel Donizet (PSDB), Hermeto (MDB), Jaqueline Silva (PTB) – não estavam no Plenário quando a proposta foi votada. Os outros 20 parlamentares votaram com o governo.
A oposição – até quem já havia se manifestado contra o projeto – também foi favorável ao texto. Nos bastidores, o sucesso da votação é atribuído ao traquejo do secretário de Desenvolvimento Urbano, que também cuidou da articulação.
“Drible da vaca”
Quando o projeto ainda era apreciado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relator Reginaldo Veras (PDT) disse que o texto era um “drible da vaca” no Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), que não foi enviado ainda para a Câmara Legislativa – a promessa, inclusive, é de vá ainda este ano.

“Drible da vaca” é uma expressão muito usada no futebol, em referência ao jogador dribla que o adversário tocando a bola por um lado e passando por ele pelo outro. Assim, o adversário fica em dúvida se presta atenção na bola, de um lado, ou ao adversário, do outro.

Agora, Veras, que acabou votando favorável à proposta, disse que “não deixa de ser o drible da vaca”, mas que acabou concordando com o texto do governo, depois de consultar técnicos da própria Casa e de pedir apoio até no Senado. “Todos consideraram que o caminho era aquele”, resume.
Alguns dos deputados que declararam voto fizeram ressalvas aos votos. Principalmente com relação ao impacto de trânsito, que segundo estudo anexado ao Projeto de Lei Complementar, o aumento do gabarito de 12 para 15 metros aumentará em 21% o fluxo de veículos na região. A promessa de construção de dois viadutos e de ações alternativas – como a construção de calçadas e ciclovias – bastou para que os parlamentares deixassem passar.


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