Partidos de centro e de esquerda se movimentam para 2022

PT, PSOL, PSB e PDT. Será que vai dar liga uma possível aliança com força para se chegar até a próxima eleição para o governo no DF

Rollemberg já saiu em defesa do governo dele, em resposta a críticas do governador Ibaneis – Foto: Reprodução/Instagram

Faltam mais de dois anos para começar a campanha ao próximo governo, mas as articulações para a campanha já começaram, na prática. Partidos de centro e de esquerda começam a se unir em torno de um projeto para a capital federal. Mesmo sem mandato, Rollemberg, do PSB, por exemplo, já está na pista e pode se unir a partidos como PDT, PT, PSOL… em uma “agenda comum”, como ele mesmo diz, para defender a democracia e os direitos individuais.

A proximidade das eleições municipais, de certa forma, antecipam as discussões também por aqui, onde só temos eleições de quatro em quatro anos. Mas Rollemberg reconhece que é cedo para começar a falar em campanha. “Discutir 2022 neste momento é inadequado e impróprio”, diz o ex-governador ao Poder no Quadrado.
“Temos de nos unir – não apenas os partidos, mas a sociedade – em torno de uma agenda comum para enfrentar os problemas, em defesa da democracia e dos direitos individuais, para que não haja retrocessos”, defende Rollemberg, que já assumiu a posição de oposição ao governo de Ibaneis, e foi visto até na marcha das mulheres, no domingo (8). Está em plena campanha, é claro.
Presidente do PSOL, o deputado distrital Fábio Felix diz que acredita na união de partidos de esquerda. “Temos conversado muito na Câmara. Está cedo, mas é preciso que seja construído um programa, inclusive, com participação popular”, explica ele.
O PT é um partido no radar da legenda de Felix, para quem o PSOL não deve atuar de forma secundária, mas de “protagonismo”.
Do lado petista, o distrital Chico Vigilante diz que, mais que isso, é preciso “fazer uma união de centro-esquerda”, mesmo que alguns partidos ainda apareçam no governo Ibaneis, como o caso do PDT e até PSB.
A divergência, ele explica, deve ser enfrentada com tolerância e diálogo. “O PT ainda não está convicto dessa ideia, mas vou trabalhar para isso. Estou convicto de que isso é necessário”, repete.

Millena Lopes



Deixe seu Comentário





* Campos obrigatórios

Poder no quadrado - Blog de política

Copyright © 2020 - Poder no quadrado | Todos os direitos reservados.

É proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer texto ou foto deste site, em qualquer meio de comunicação, mesmo que citada a fonte, sem prévia autorização.

×Fechar