Ibaneis anuncia Celina Leão como nova secretária de Esportes

Atualizado em 14/05/2020

Com a saída da deputada federal da Câmara dos Deputados, quem assume o mandato é o ex-vice-governador Tadeu Filippelli

 

Ibaneis Rocha disse que estava esperando há dias para anunciar o nome de Celina, “apaixonada pelos esportes” – Foto: Ísis Dantas

O governador Ibaneis Rocha anunciou, na manhã desta quarta-feira (13), que a deputada federal Celina Leão (PP), passa a integrar o governo dele, como secretária de Esportes. Com a saída dela do governo, quem assume o mandato, na condição de suplente, é o ex-vice-governador Tadeu Filippelli.

Ao anunciar o nome da deputada para integrar o primeiro escalão, o governador disse que esperava há dias para fazê-lo. “Celina é uma apaixonada pelos esportes. Deputada eficiente e que trabalha diuturnamente, vem agora reforçar esse time importante de secretários que nós temos, para poder trazer mais esporte e lazer”, disse, depois de agradecê-la pela “confiança em vir integrar o governo ao nosso aldo”.

E, antes de encerrar o discurso, em tom de campanha, gritou: “É só alegria para o povo de Brasília, com Celina Leão na Secretaria de Esportes.”

Ao lado do governador, do vice Paco Britto, e do presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente, Celina acordou cedo para integrar o time que acompanhou o chefe do Executivo na entrega do novo Terminal Rodoviário de Sobradinho, que foi ampliado e reformado. Foi lá que Ibaneis fez o anúncio da novidade.

Memória

Antes de tomar posse como governador do DF, em novembro de 2018, Ibaneis chegou a dizer que Celina teria carta branca no governo e, se quisesse, teria qualquer cargo no primeiro escalão. Chegou a hora!

Com o mandato, Filippelli ganha foro privilegiado, o que dá mais fôlego pra ele, no âmbito Operação Panatenaico, da Polícia Federal – recentemente, ele teve bens bloqueados.

Há três anos, quando foi preso, o ex-vice era um dos braços direitos do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. Ocupava um cargo de assessor especial, com salário de R$ 8,9 mil. Foi demitido enquanto ainda estava preso, ao lado dos ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR).

A operação investiga o pagamento de propina nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha. Segundo a denúncia, eles estariam envolvidos no superfaturamento de R$ 900 milhões da construção. Isso teria causado um rombo de R$ 1,3 bilhão aos cofres da Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap).

Millena Lopes



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