Delmasso reconhece erro em votar plano de saúde para ex-distritais: “Deveria ter apresentado as mudanças antes”

Em nota, vice-presidente da Câmara Legislativa cita trecho da Bíblia e pede desculpas: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra”

 

Delmasso: “Deveria antes de votar ter chamado a imprensa e apresentar as principais mudanças e o objetivo de cada uma delas” – Foto: Divulgação

Depois da polêmica votação que estenderia o plano de saúde da Câmara Legislativa, o Fascal, para ex-parlamentares, o deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), que propôs a mudança, reconheceu o erro e, em nota, pediu desculpas: “Quem não tem pecado atire a primeira pedra.”

A votação da emenda que libera o Fascal para ex-deputados foi na quarta-feira (20), em sessão remota. Depois de aprovarem o dispositivo, a polêmica fez com que a Mesa Diretora recuasse da proposta.

“Deveria antes de votar ter chamado a imprensa e apresentar as principais mudanças e o objetivo de cada uma delas”, disse o vice-presidente da Casa, ao Poder no Quadrado. “A verdadeira intenção não foi criar uma mamata, mas, sim, tentar salvar o fundo sem ter que privatizá-lo”, concluiu.

Na nota em que se desculpa, Delmasso reconheceu o erro e disse que, mesmo não colocando “outra versão”, uma coisa é certa: “A verdade sempre prevalece.” Disse que é possível consertar o erro e que isso deve ser feito na próxima terça-feira(26), quando o texto deve ser colocado novamente em votação. “Quero sim pedir desculpas aqueles que se decepcionaram, mas tenham a minha palavra que isso não acontecerá mais”, escreveu o parlamentar, que disse ter aprendido com o episódio. “A população está acompanhando nosso trabalho, peço que continue e verão que fazemos muitas coisas boas”, diz, na nota.

O texto assinado por Delmasso ainda faz questionamentos: “Uma vida inteira pode ser inviabilizada por causa de um erro? Todo um trabalho pode ser invalidado por causa de um erro? Quando você erra, como gostaria de ser recebido?”

Na Justiça

Depois da votação, quatro distritais foram ao Tribunal de Justiça do DF para pedir a anulação da votação. Os parlamentares alegaram que a emenda que trata do assunto nem sequer constava no sistema da Câmara Legislativa. A principal alegação dos quatro deputados que buscaram a Justiça – Júlia Lucy (Novo), Reginaldo Veras (PDT), Fábio Félix (PSOL) e Leandro Grass (Rede) – é de que a votação tenha sido feita à revelia do Regimento Interno da Casa. Os signatários do mandado de segurança alegam que o projeto não foi debatido previamente pelo Colégio de Líderes e o registro de presença dos parlamentares foi feito por simples conferência dos participantes na sala virtual da sessão remota, diferentemente dos procedimentos realizados nas demais sessões, inclusive a realizada minutos antes da abertura de uma nova sessão para deliberação do Projeto de Resolução 40/2020.

Millena Lopes



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