Ibaneis Rocha garante que o DF está pronto para abrir todas as atividades econômicas e escolares

Atualizado em 02/07/2020

Governador diz que vai encarar a doença como deveria ter sido tratada desde o início: “uma gripe letal, perigosa”

 

Ibaneis disse que o confinamento está saturado: “As pessoas estão massacradas, torturadas, asfixiadas econômica e psicologicamente – Foto: Renato Alves/Agência Brasilia

Em texto divulgado pela assessoria de comunicação do Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha garante que o Distrito Federal está pronto para abrir todas as atividades econômicas e escolares. O Executivo sustenta que estudos feitos pelo Governo do DF mostram que “o confinamento das pessoas está saturado”, seja pela necessidade econômica das famílias ou pela pressão psicológica.

“Sabemos que um confinamento não pode durar mais de 60 dias. Hoje, as pessoas estão massacradas, torturadas, asfixiadas econômica e psicologicamente”, disse o governador. “É preciso começar a voltar à normalidade. Vamos encarar a doença como deveria ter sido tratada desde o início: uma gripe letal, perigosa. Não é uma gripezinha como alguns chegam a falar, mas uma gripe que apresenta muitas complicações e que exige que os governantes ofereçam tratamento amplo e eficaz”, diz Ibaneis.

O governador, que declarou estado de calamidade pública na capital nesta semana, disse que, na prática, grande parte da população já saiu do isolamento. “Não adianta fechar os olhos para o que já está acontecendo: bares estão funcionando a portas fechadas, manicures e cabeleireiros estão indo na casa das pessoas ou trabalhando meia-porta, professores de educação física estão reunindo grupos. É melhor criar condições sanitárias adequadas para que o comércio possa funcionar de forma segura para todos”, afirma.

Ele disse ainda que é impossível controlar o que chamou de desobediência geral. “A população está ciente dos riscos que a Covid-19 traz, mas, ainda assim, está saindo, por um ou outro motivo. Por isso é preciso organizar a volta à normalidade”, sustenta.

Reabertura de escolas

O retorno das escolas fica para o fim do mês de julho, no caso das particulares; e para agosto a reabertura das públicas. “Quero reabrir as escolas privadas no dia 27 de julho e as públicas no dia 3 de agosto, mas antes tenho que aplicar todas as medidas de sanitização, instalar mais bebedouros, tapetes de desinfecção, oferecer álcool gel e providenciar espaçamento seguro para professores e alunos”, explica.

Ao citar “um dos menores índices de morte por Covid-19”, o governador sustenta que tem agido com responsabilidade desde o início da pandemia. E que esses resultados são incontestáveis. “Infelizmente, muitas pessoas com comorbidades ainda vão sofrer e até morrer por causa do vírus, já que não há remédio ou vacina. É uma realidade dura, mas estamos oferecendo tratamento e internação para todos que precisam. Nós vamos ter 800 leitos de UTI prontos para atendimento de todos os cidadãos. Nenhuma cidade do Brasil terá isso”, garante.

Millena Lopes



4 comentários para este artigo

  1. Luciana disse:

    Dispõe o artigo 227, da Constituição Federal que:

    “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, O DIREITO À VIDA, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

    Porém, antes de proteger qualquer outro direito é dever do Estado se preocupar com aquele que é o mais importante: O DIREITO À VIDA, que sem este, todos os demais ficam sem fundamento.

    Volta às aulas presenciais sem a existência de uma vacina é CRIME! É inconstitucional.

    Se o Estado obrigar meus filhfilhos à se expor ao vírus pode aguardar um processo.

  2. Hugo disse:

    Se está pronto para reabrir, porque decretou ESTADO DE CALAMIDADE?! Alguém me explica???????

  3. Maria disse:

    O que entendi é que houve uma armadilha:
    1⁰ – libera o comércio.
    2⁰- o povo sai de casa
    3⁰ – acabou o afastamento social
    4⁰ – agora, abre-se a escola.
    Armadilha funcionando.
    O povo caiu na armadilha.

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