Avante está no centro da reorganização da base aliada na Câmara Legislativa

Atualizado em 19/07/2020

Em resposta à falta de apoio dos deputados João Cardoso e Reginaldo Sardinha, partido perdeu cargos importantes nesta semana

 

Ibaneis Rocha e Paco Britto: relação entre os dois ainda seria boa, já que o vice-governador está fora do cenário, se recuperando da Covid-19 – Fotos: Renato Alves / Agência Brasília

O partido do vice-governador Paco Britto, o Avante, tem dado trabalho ao governador Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa. A sigla está no centro da crise da base aliada que se despedaçou na Casa. E, como resposta do Executivo, Avante perde cargos no governo perdeu cargos importantes nesta semana.

Depois de o governo ver rejeitado o projeto do Refis, que era considerado essencial para a retomada da economia nestes tempos de pandemia, e a dificuldade para aprovar o projeto que reformou a Previdência dos servidores do DF, a Seção II do Diário Oficial do DF trouxe novidades.

Reginaldo Sardinha, que se disse contrário ao desconto do imposto principal, como queria o governo no projeto do Refis, perdeu as indicações das Administrações Regionais do Sudoeste e do Cruzeiro/Octogonal. João Cardoso viu os indicados para a Administração de Sobradinho e para a Secretaria do DF Legal caírem. O outra Administração, a do Varjão, que também era apadrinhada pelo Avante, também escorreu pelos dedos do partido. Ambos os deputados são servidores públicos e alegaram que fizeram uma escolha e atenderam ao clamor da população, que era contra a proposta.

Avante perde cargos no governo

“Os cargos são do governador”, disse Sardinha, ao confirmar que foi surpreendido pela decisão de Ibaneis. De acordo com ele, tudo permanece como sempre. “Eu não sou da base”, resumiu, ao dizer a máxima dos parlamentares independentes: “Vou apoiar o  que for bom para Brasília e para a população.”

A relação pessoal entre Ibaneis e Paco está preservada, segundo dizem nos bastidores. Até porque o vice-governador está se recuperando da Covid-19, após duas internações seguidas. Mas nem isso fez com que o chefe do Executivo se acanhasse na resposta aos deputados – e, de certa forma, ao partido também.

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Quem ganhou com a briga com o Avante foram os distritais Martins Machado (Republicanos) e Claudio Abrantes (PDT), que fizeram indicações para as administrações vagas.

Veja como fica a nova composição

No Cruzeiro, sai Cláudio Simões dos Santos, indicado de Sardinha, para a entrada de Renato Couto Mendonça, homem de confiança do governador, ligado ao secretário-articulador Bispo Renato e curinga nas administrações.

Na região administrativa do Sudoeste, Sardinha perdeu o direito de manter Luiz Eduardo Gomes dos Santos para que o governo prestigiasse o distrital da Igreja Universal do Reino de Deus, Martins Machado, que indicou Daniel Crepaldi para o cargo.

No Varjão, quem levou a melhor foi o Martins também, que, há muito, reivindicava espaço no governo. Ele apadrinhou Lúcio Rogério Gomes, que tomou o lugar de Nair Queiroz, liderança conhecida na região, que foi, inclusive, candidata a distrital pelo Avante.

Em Sobradinho, saiu Eufrásio Pereira, do João Cardoso, para a entrada de João Luiz Vieira, com o apoio do líder de governo, Claudio Abrantes.

Em contrapartida aos atos do Palácio do Buriti, deputados do chamado “centrão” se apressaram em assinar o requerimento de instalação da CPI da Pandemia, para investigar atos do governador em tempos de coronavírus.

Millena Lopes



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