Com custo anual de R$ 40 milhões, plano de saúde da Câmara Legislativa tem superávit na arrecadação

Primeiros resultados do cálculo atuarial do CLDF Saúde foram apresentados em coletiva nesta quarta-feira. Antecipamos as informações na coluna “Assim é Brasília”, na Rádio CBN

 

Depois da polêmica inclusão de ex-deputados distritais como beneficiários do plano de saúde da Câmara Legislativa, a Casa anuncia superávit de R$ 3,1 milhões nas contas do CLDF Saúde, o antigo Fascal, que está a um passo de ser privatizado. A ideia do vice-presidente Rodrigo Delmasso é empatar os repasses dos cofres públicos com as contribuições dos servidores, que, junto com os dependentes são 98% do público atendido pelo convênio. Ele faz questão de ressaltar que os deputados e os dependentes deles somam apenas 2% do total de beneficiários.

Câmara Legislativa oferece plano de saúde aos servidores, deputados e os dependentes – Foto: Renato Araújo / GDF

“O cálculo atuarial demonstrou avanço no aumento da arrecadação e redução de despesas”, comemora Delmasso. Gestor do plano de saúde, ele argumenta que os números são bastante positivos, considerando os acumulados dos anos 2018 e 2019, por exemplo. Os números, que foram apresentados por auditores externos e técnicos da Casa, consideram apenas os seis primeiros meses deste ano.

Em 2019, o valor mensal de arrecadação, por exemplo, era de R$ 822 mil e passou para R$ 1,6 milhão, em 2o2o. O repasse do tesouro, que no passado, foi de R$ 23,5 milhões e, em 2018, mais de R$ 30 milhões, deve fechar o ano em R$ 20 milhões, conforme Delmasso. Ele explica que os gastos anuais são de cerca de R$ 40 milhões e o valor é sempre complementado com recursos públicos.

“Nosso objetivo é tornar o CLDF Saúde autossustentável, para que não necessite de recursos do Tesouro para sobreviver”, explica o vice-presidente. A privatização do plano se avizinha e já há um flerte com o BRB Saúde, conforme Delmasso mesmo conta.

“Depois de finalizado o cálculo atuarial, o próximo passo é fazer o estudo de mercado sobre a adaptação do atual plano para o mercado. Nossa intenção é que o BRB Saúde seja a operadora, porque, como ele vai assumir o plano de saúde dos servidores, a tabela deve ficar bem mais barata do que a que trabalhamos hoje”, planeja o deputado.

Transparência

Delmasso comemora também o avanço em transparência, já que, segundo ele, esta é a primeira vez que a Câmara Legislativa abre as contas do plano de saúde para a sociedade.

O aumento das receitas, explica Delmasso, se deve ao reajuste das mensalidades dos beneficiários, que chegou a acumular 132%. Já a redução das despesas foi conseguida graças à negociação das tabelas com os prestadores de serviços, com redução dos valores.

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Millena Lopes



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