Celina Leão (PP)

Nome completo: Celina Leão Hizim

Naturalidade: Goiânia (GO)

Profissão: Administradora de empresas

Telefones: (61) 3348-8140 a 8146

E-mail: celinaleao@gmail.com

Site: www.celinaleao.com.br

Uma das figuras mais combativas da Câmara Legislativa, Celina Leão é especialista em fazer oposição. Foi assim na legislatura anterior, quando Agnelo Queiroz (PT) era o governador. É assim agora, com relação a Rodrigo Rollemberg (PSB), a quem ela ajudou a eleger.

Investigada pela Operação Drácon e alvo de denúncias, a Leoa, como ela é conhecida nos bastidores, começou a vida pública no seio da família Roriz – já chegou a ser chefe de gabinete da ex-deputada federal Jaqueline Roriz.

Mas, por ironia do destino – alguns dizem que por ciúme – virou inimiga número um de Liliane Roriz, também filha do ex-governador Joaquim. A gota d’água para o problema entre as duas foi a gravação de áudios que deu origem à investigação que tirou Celina da presidência da Câmara Legislativa, justamente no momento em que ela trabalhava para aprovar uma emenda que permitisse a reeleição para o cargo.

Perdeu o comando, mas teve o mandato mantido e responde até hoje pelo crime de corrupção passiva, junto com com os outros parlamentares que compunham a Mesa Diretora entre 2015 e 2016, menos Liliane, que não é citada na denúncia do Ministério Público do DF.

Além de Celina, estariam envolvidos no suposto esquema de recebimento de propina, Renato Andrade (PR), Raimundo Ribeiro (PPS) e Julio Cesar (PRB), assim como o deputado Cristiano Araújo (PSD), que é apontado como articulador do esquema. O MPDFT diz, na ação de improbidade administrativa proposta, que os suspeitos cobravam propina de empresas em troca da destinação de emendas parlamentares.

No segundo mandato como distrital, eleita com 12.670 votos, Celina é voz firme da oposição. E soma mais de 300 representações e 200 pedidos de informações ao Governo do DF, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas, até agora.

Foram mais de 1.000 indicações, pedidos de melhorias em escolas, investimentos em segurança, melhoria em infraestrutura e saúde. Ainda conforme o gabinete dela, foram propostas, até agora, mais de 90 audiências públicas e apresentados mais de 40 projetos de lei. Entre os quais, o desconto de 5% para pagamento à vista da cota única do IPVA, a liberação das faixas exclusivas fora do horário de pico e a implementação do teto salarial nas empresas públicas do DF.

Celina também é uma dos parlamentares que abriram mão do uso da verba indenizatória. E, conforme divulga, com isso, economizou mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos.


 

Processos

Além das investigações da Operação Drácon, que podem complicar seriamente o futuro político de Celina, a deputada é investigada pela Polícia Civil do DF, que apura a relação entre ela e o defensor público geral do DF, Ricardo Batista Sousa, e um suposto crime de violação de sigilo profissional e prevaricação.

Conforme a denúncia, com a ajuda de Ricardo, a parlamentar teria usado informações médicas sigilosas do defensor público André Moura, que atuou na CPI da Saúde e nas investigações da Operação Drácon, para tentar desqualificá-lo em discursos na Câmara Legislativa.

Acompanhe os processos:

INQ 2016 00 2 035724-9
0038059-32.2016.807.0000 (Res.65 – CNJ)