Cristovam Buarque (PPS)

Nome completo: Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque

Naturalidade: Recife (PE)

Profissão: Engenheiro mecânico, economista e professor universitário

Telefone:(61) 3303-2281

Email: cristovam.buarque@senador.leg.br

Site: www.cristovam.org.br

Com atuação pautada sempre pela bandeira da educação, Cristovam Buarque já foi governador do DF, ministro da Educação e agora é senador pela segunda vez – foi eleito em 2002 e reeleito em 2010, quando recebeu 833.480 votos. Já foi filiado ao PT, partido que ele deixou depois de ter sido demitido por telefone, no governo Lula, um ano após ter assumido o Ministério da Educação. Em 2006, disputou a Presidência da República pelo PDT e, depois de divergências com o partido, que decidiu integrar o governo de Dilma Rousseff, filiou-se ao PPS.

No Governo do DF, ele criou o programa Bolsa Escola, que foi adotado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e expandido pelo governo Lula como Bolsa Família.

Depois de apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, votar a favor da reforma trabalhista e de qualificar o governo do PT, ex-partido dele, como “o mais corrupto da história”, Buarque comprou uma grande briga com a esquerda. E, desde então, é bombardeado – principalmente nas redes sociais – com severas críticas. Com o episódio, ele perdeu a representatividade que ainda tinha com os eleitores que se identificam com a esquerda, o que não o colocou em situação confortável com quem se posiciona mais à direita, público que ele jamais atraíra.

Recentemente, tentou se licenciar do Senado por quatro meses para viajar o País discutindo, articulando e testando a popularidade dele, que tinha intenção de se candidatar à Presidência da República pelo PPS. No lugar dele, assumiria o petista Wilmar Lacerda, ex-secretário de Administração Pública do DF na gestão de Agnelo Queiroz. O ato foi interpretado como uma tentativa de limpar a barra com o PT, depois de ele ter votado pelo impeachment e ter criticado duramente o partido. Mas Cristovam recuou após ser divulgada uma notícia de que Lacerda era investigado pela Polícia Civil do DF por trocar sexo por lanche com uma adolescente.


Processos

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal chegou a condenar o senador por improbidade administrativa, por uso de dinheiro público para produzir material publicitário em 1995, quando ainda era governador do DF. Embora a Justiça local tenha entendido que o objetivo dele, com o material, era a promoção pessoal para fins eleitorais, no recurso, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que não houve crime na edição e divulgação de um CD-ROM com os feitos do governo dele.

Na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Buarque aparece na lista de políticos com quem ele mantinha relações “mais episódicas”. E na famosa lista de apelidos, o parlamentar é associado ao codinome de “Reitor”. Não haveria referência a pagamentos diretamente ao senador, que se defendeu dizendo que Reitor não seria apelido, mas o cargo dele, que já dirigiu a Universidade de Brasília (UnB). “Há tantos reitores por aí”, minimizou Buarque, na época em que a lista foi divulgada.

Condenado a pagar indenização por danos morais ao conselheiro do Tribunal de Contas, Manoel Andrade, o Manoelzinho, o senador ainda recorre no Tribunal de Justiça do DF. Ele disse que o conselheiro teria sido o responsável por tiros que racharam o vidro do Palácio do Buriti, na época em que era governador.

 

Acompanhe os processos:

2015.01.1.138742-5