Hélio José (PROS)

Nome completo: Hélio José da Silva Lima

Naturalidade: Corumbá de Goiás (GO)

Profissão: Engenheiro eletricista

Telefone: (61) 3303-6640

Email: heliojose@senador.leg.br

Site: http://www.senadorheliojose.com.br/

Suplente do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), Hélio José assumiu o Senado em 2015, na segunda parte do mandato, quando era filiado ao PSD. Nas eleições de 2014, chegou até a se candidatar a deputado distrital, mas somou apenas seis votos. Depois do PSD, ele, que já foi filiado ao PT, já esteve no PMB, PMDB e, agora, foi para o Pros. Somou quatro partidos em apenas dois anos.

Apesar de ter votado a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que Michel Temer assumisse o Palácio do Planalto, ele foi protagonista de um vazamento nas redes sociais, em 2016: um áudio em que criticou o afastamento da presidente petista e dizia que teriam “lágrimas de sangue” para que o PT voltasse ao comando. “Vão ver a desgraceira que vai acontecer nesse País com arrocho, onde servidor público vai ser tratado na pinhola, onde o servidor público vai perder os seus direitos”, disse ele, na época.

Outra gravação colocou Hélio José de novo no centro dos vazamentos. Ele confirma, em um áudio que foi disseminado pelas redes sociais, a indicação do ex-assessor Nilo Gonsalves para o cargo de superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Distrito Federal. Diz ainda que nomeia “a melancia que quiser” para o posto: “Isso aqui é nosso. Isso aqui eu ponho quem eu quiser, a melancia que eu quiser aqui, eu vou colocar”. A indicação, ele disse em seguida, foi técnica e que a melancia teria sido “força de expressão”. Gonsalves foi exonerado no pacote de “retaliação” do Governo Federal, conforme disse o próprio senador, após ter votado contra o governo Temer no projeto da reforma trabalhista.

Ex-sindicalista, o parlamentar foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e é servidor público federal concursado do Ministério do Planejamento, cedido para o de Minas e Energia.

O senador ficou conhecido pelo apelido de “Hélio Gambiarra” em um episódio de 1995, quando era diretor da Companhia Energética de Brasília (CEB) e utilizou de uma gambiarra para iluminar um evento na chácara dele. Na época, a festa do batizado do filho do deputado distrital Chico Vigilante (PT) reuniu o então governador Cristovam Buarque e até o ex-presidente Lula. Por causa da ligação irregular, ele chegou a ser afastado do cargo na CEB.

No Senado, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e contra a cassação do tucano Aécio Neves no Conselho de Ética.


Processos

No Supremo Tribunal Federal (STF) respondia a um único processo, que foi extinto, em decisão monocrática do ministro Celso de Mello. A queixa-crime foi protocolada por uma servidora da SPU, que acusava o senador de praticar crimes contra a honra, durante uma reunião realizada no órgão, em que o parlamentar teria feito menções desonrosas e desabonadoras sobre a conduta moral, pessoal e profissional dela. Helio José foi salvo pela imunidade parlamentar e o processo foi arquivado.

Uma denúncia de pedofilia contra o senador do Pros pautou até os debates para o governo nas eleições de 2014. Ele nega que tenha cometido o crime e diz que tudo não passou de uma armação justamente para que ele perdesse a suplência no Senado. O processo, de 2011, correu em segredo de justiça e foi arquivado definitivamente em 2016.

 

Acompanhe os processos:

PET 6333  

2011.01.1.121318-4