Liliane Roriz (Pros)

Nome completo: Liliane Maria Roriz

Naturalidade: Luziânia (GO)

Profissão: Administradora de Empresa

Telefone: (61) 3348-8160 a 8166

E-mails: deputada@lilianeroriz.com.br

Site do parlamentar: www.lilianeroriz.com.br

Filha do ex-governador Joaquim Roriz, Liliane está no segundo mandato como deputada distrital, eleita com 16.745 votos. Assim como a mãe, Weslian Roriz, e a irmã, Jaqueline Roriz, ela construiu a carreira em cima das plataformas da carreira política do pai.

No segundo mandato, chegou à vice-presidência da Câmara Legislativa, no mesmo período que a principal inimiga na política, Celina Leão, foi presidente.

Liliane ganhou ainda mais inimigos ao gravar diversas conversas dos colegas e colaborar com o Ministério Público entregando os áudios que deram início à Operação Drácon – investigação sobre pagamento de propina para liberação de emendas parlamentares destinadas à fornecedores da Saúde. Já foi condenada em processo eleitoral e corre o risco de dar fim à trajetória política dos Roriz no DF.

A principal bandeira da deputada é a defesa da população de baixa renda, micro e pequenos empresários, e a luta por melhores condições de saúde para a população. São leis de Liliane Roriz o desconto de 5% para pagamento à vista do IPTU e isenção do imposto para idosos de baixa renda e aumento do Bolsa-Família para bons alunos. Também é de autoria dela o texto que garante o preço mais baixo nos restaurantes comunitários, a Lista Limpa da Saúde – que garante ao cidadão acesso aos dados dos hospitais, como escala de plantão, fila de cirurgias, estoque de remédios etc.


 

Processos

Atualmente, Liliane Roriz está inelegível. Ela se tornou ficha suja após ser condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) por corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral na disputa de 2010. A pena estipulada foi de 4 anos, 5 meses e 8 dias de prisão em regime semiaberto, além de multa de R$ 32,4 mil. A deputada nega as acusações, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e perdeu o primeiro recurso.

De acordo com o Ministério Público, Liliane Roriz ofereceu vantagens indevidas a eleitores na disputa por uma vaga na Câmara Legislativa, além de não ter declarado, na prestação de contas da campanha, despesas com apoiadores que trabalharam para ela.

Em outro processo, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), Liliane é acusada de se beneficiar de suposto esquema de compra de votos, com o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF). Os dois são investigados por compra de votos e peculato, quando um funcionário público tira proveito indevido em razão do cargo que ocupa.

O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal, tendo em vista que servidores nomeados por Rosso, à época governador do Distrito Federal, estariam a serviço da campanha da então candidata. Eles prestavam serviços no comitê eleitoral. A distrital nega as acusações.

No TRE-DF, Liliane responde também a outros processos pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral. Segundo o Ministério Público, são casos de omissão na prestação de contas eleitoral de informações sobre doação em dinheiro para a campanhas, declaração falsa de pagamentos por serviços prestados e promessa de nomeação em cargo público a eleitores.

Em 2015, Liliane foi condenada, por uso irregular da verba indenizatória. A ação movida pelo Ministério Público de improbidade administrativa mostrou que a distrital apresentou notas de pagamento do aluguel de veículos por um serviço que efetivamente não foi prestado.

A filha de Joaquim Roriz foi condenada por enriquecimento ilícito e danos ao erário e teve de devolver R$ 7 mil aos cofres públicos. Mas conseguiu, em segunda instância, reverter a inelegibilidade e perda de função pública.

Juntamente com a família, Liliane enfrentou também um processo de improbidade administrativa, sendo condenada em primeira instância. Segundo o Ministério Público, enquanto era governador do DF, Joaquim Roriz teria facilitado um empréstimo de R$ 6,7 milhões do BRB à construtora WRJ Engenharia em troca de 12 apartamentos no Edifício Monet, em Águas Claras, que teriam beneficiado os parentes, entre eles Liliane. O TJDFT acatou um recurso, em 2016, absolvendo a família, mas o MP recorreu.

Acompanhe os processos:

TRE-DF Nº 0003112-85.2014.6.07.0000 

Inq 4277 – INQUÉRITO  (Processo físico)

AP Nº 0000034-78.2017.6.07.0000

AP Nº 0000137-27.2013.6.07.0000

2013.01.1.035814-2

2014.00.2.006566-92011.01.1.047063-0

  • O TRE não permite a linkagem direta dos processos. Se algum link não abrir diretamente, digite o número do processo na página direcionada. 

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