Rodrigo Rollemberg (PSB)

Nome completo: Rodrigo Sobral Rollemberg

Profissão: Historiador

Naturalidade: Rio de Janeiro (RJ)

Email: rodrigo@rollemberg.com.br

Site: http://www.rollemberg.com.br

YouTube: https://www.youtube.com/user/rrollemberg40

Facebook https://www.facebook.com/rollemberg40

Twitter https://twitter.com/RollembergPSB

De família tradicional e numerosa, Rodrigo Rollemberg não nasceu, mas foi criado na capital federal, onde mora desde muito pequeno. Foi duas vezes deputado distrital, secretário de Turismo na gestão do então governador Cristovam Buarque, secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia na gestão do ex-presidente Lula, deputado federal e senador, cargo do qual se licenciou para concorrer ao Governo do DF, em 2014. Eleito com 812.036 votos, assumiu o governo no meio de uma grave crise econômica e implementou uma gestão austera, conforme ele mesmo tem classificado desde que tomou posse do cargo.

Com grande índice de rejeição do eleitorado, é candidatíssimo à reeleição. Tem enfrentado duras críticas dos opositores e também dos servidores públicos, que ficaram sem o pagamento da terceira parcela do reajuste salarial aprovado na gestão do antecessor Agnelo Queiroz (PT), cujas leis aprovadas foram chanceladas como legítimas pelo Tribunal de Justiça do DF.

Na campanha, Rollemberg fez duros discursos em que criticou a gestão petista, apontando que dinheiro haveria, mas sobrava incompetência. Quando a equipe de transição começou a tomar pé da situação financeira, o discurso foi mudando e, até o ano passado, toda a equipe de governo usava um rombo deixado por Agnelo Queiroz como justificativa para atraso nos pagamentos de fornecedores e prestadores de serviço. Por conta da baixa receita, a atual gestão ficou quase três anos impedida de aumentar gastos com pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece os limites da folha de pagamento da administração pública.

Várias categorias de servidores têm feito forte oposição ao governo, que precisou recorrer aos recursos do Instituto de Previdência para conseguir salvar os pagamentos até o fim do mandato. Os pagamentos dos reajustes, no entanto, não serão pagos, já deixou claro a equipe de governança, que ele criou para tomar as decisões mais importantes da gestão.

Rollemberg tenta imprimir na gestão a coragem de ter desobstruído a orla do Lago Paranoá, desativado o Lixão da Estrutural, implementado o que ele chama de “maior programa de regularização fundiária da história de Brasília”, a controversa mudança do modelo de gestão do Hospital de Base, com a criação de um instituto, a implementação do Bilhete Único e a criação do Nota Saúde Legal, com a devolução dos impostos pagos na compra de remédios para a população, um compromisso de campanha cobrado pelo senador Reguffe (sem partido). Ocorre que o governador é recorrentemente confrontado com dados e números apresentados, principalmente com relação a uma suposta redução da violência na capital. E com relação ao caos na saúde pública, tendo sido acusado até de sucatear as unidades de atendimento para justificar o que sindicatos chamam de “terceirização”.

O governador do PSB tem enfrentado também um isolamento no campo político. Depois de anunciar na campanha que teria uma relação republicana com a Câmara Legislativa, que não trocaria espaço no governo por apoio, e fazer exatamente o contrário, a maioria dos partidos que o ajudaram na eleição de 2014 deixaram a base.

A queda de parte de um viaduto na área central de Brasília, em fevereiro de 2018, trouxe ainda mais desgaste ao governador, que pode ter ainda mais dificuldade de chegar ao segundo turno das eleições. No episódio, Rollemberg reconheceu a necessidade de reparos na construção, conforme o Tribunal de Contas do DF já havia alertado nove anos antes. “Esse (viaduto), infelizmente, ainda não tinha recebido manutenção”, disse.


Processos

Uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público questiona a nomeação de servidores comissionados em detrimento da convocação de aprovados em concurso público para o o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF). Neste processo, que tramita no Tribunal de Justiça do DF, se condenado, além de perder os direitos políticos, o governador terá de pagar multa de R$ 1,8 milhão, além do ressarcimento do dinheiro gasto com o pagamento dos servidores nomeados indevidamente.

A informação oficial que vem do Palácio do Buriti é de que o governador não poderia nomear novos servidores do Procon porque a Lei de Responsabilidade Fiscal o impedia de fazê-lo. “Tão logo o Governo do DF saiu do limite da LRF, as nomeações começaram a ser realizadas”, diz o secretário de Comunicação Paulo Fona, que informa ainda que os contratados nesta gestão já somam 39 no órgão.

Junto com os deputados Israel Batista (PV) e Agaciel Maia (PR) e dois secretários de Estado, Rollemberg foi denunciado também pelo Ministério Público por atos de improbidade administrativa na aprovação de leis de renúncia fiscal que não teriam atendido às previsões da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o MP, até o fim de 2015, o GDF aprovou renúncia de mais de R$ 480 milhões sem cumprir os requisitos legais para compensação do valor aos cofres públicos.

 

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